Política

Impasse com empresa contratada atrasa obra na ponte do Mary Dota

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 2 min

A Secretaria Municipal de Obras e a Engenharia e Pesquisas Tecnológicas (EPT) ainda não chegaram a um consenso com relação ao que deve ser feito na ponte Ayrton Senna, que liga a região do Mary Dota ao Distrito Industrial e está interditada desde o início de 2003 por problemas na estrutura.

A empresa contratada pela prefeitura para analisar a estrutura da obra já apresentou três relatórios, mas segundo o secretário de Obras, Leandro Dias Joaquim, nenhum deles foi recebido, pois a secretaria não concorda com o que foi apresentado. “As discordâncias são extremamente técnicas, por isso ainda não se chegou a um consenso”, frisou.

O que está causando o impasse é o memorial de cálculo, que deveria ter sido apresentado pela empresa. Segundo Joaquim, consta no edital que a empresa contratada deveria fazer todos os testes laboratoriais. O memorial de cálculo explica os resultados obtidos nos laudos realizados pela EPT.

Anteontem foi realizada outra reunião entre os técnicos da secretaria e da EPT, na tentativa de definir a situação. “Eles se comprometeram a entregar outro relatório na próxima semana. Vamos aguardar”, disse Joaquim.

Em janeiro, quando apresentaram o primeiro relatório, os técnicos da EPT concluíram que seria necessário fazer um aterro monitorado de seis metros na base da ponte.

Pelo estudo da EPT, a estrutura da ponte não sofreu danos e necessita apenas de pequenos reparos. Por outro lado, o solo movediço sobre o qual a obra foi feita não permite que a ponte seja utilizada. A solução encontrada pela EPT foi fazer um novo aterro por etapas.

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No escuro

Nem a passagem improvisada construída embaixo da ponte Ayrton Senna foi poupada do vandalismo. Desde ontem, a pinguela está sem iluminação. De acordo com uma denúncia anônima, os fios elétricos foram roubados.

O pedreiro Luiz Gilberto, que mora a 200 metros do local, confirma que a passagem improvisada está no escuro. “Não é a primeira vez, não. O pessoal vive roubando os fios”, conta. Ele afirma que não utiliza a passagem há muito tempo, por considerar o local perigoso. “Eu prefiro ter que usar dois passes de ônibus a ter que atravessar por lá. Minha vida vale mais que esses passes”, diz.

Claudemir Lima, que mora na rua César Luiz Ciafrei, bem em frente à pinguela, também evita utilizar a ponte. “Nós aqui de casa não passamos lá de jeito nenhum”, enfatiza. Ele lembra que muitas pessoas foram vítimas de assalto no local.

Lígia Ligabue

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