Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• “Limite ético”

Esta foi a classificação dada pelo prefeito Tuga Angerami (PDT) para o conflito estabelecido na campanha salarial dos servidores, em greve há 18 dias. Ele deixou claro que a postura do governo é a de mostrar que não há margem que justifique gastar mais do que 60% das receitas com o funcionalismo, reduzindo a outra parte do bolo destinada à manutenção da máquina e investimentos.

• Cabo de guerra

A avaliação do prefeito tenta retirar do governo a responsabilidade por esse “cabo de guerra social”. Tuga diz que não tem como defender junto a 344 mil bauruenses que a cidade deve gastar mais do que 60% com pessoal, incluindo vantagens e programas indiretos aos funcionários, deixando menor a fatia destinada ao que ele chama de “recuperação física da cidade”.

• Nível preocupante

A prefeitura dá sinais de que percebeu que, se não for iniciado agora um programa de investimento em áreas de maior carência, como pavimentação, por exemplo, será difícil evitar reações de alta rejeição junto à parcela maior dessa relação, a população. O prefeito deixou claro ontem que não vai abrir mão de investir pelo menos R$ 10 milhões neste ano em programas de recape e ajuste físico da máquina. O termômetro da intolerância da população foi observado ontem, no aeroporto, após a chegada de Marcos Pontes, quando Tuga recebeu vaias após ter seu nome mencionado.

• Ajuste na máquina

A administração está redefinindo o papel de algumas secretarias para evitar que programas de ação estrutural esbarrem nos obstáculos criados pela própria estrutura. A Secretaria de Administrações Regionais (Sear), por exemplo, pode ter a missão de se concentrar em recuperação das ruas, operação tapa-buraco. As demais ações relacionadas à estrutura urbana podem ser concentradas em Obras.

• “Três mosqueteiros”

Aposta errado quem tenta colocar o chefe de Gabinete do prefeito, Paulo Sérgio Canalli, na frigideira. O observador acha que é míope quem não vê a sintonia entre a postura de Canalli à frente do Gabinete e o que pensa o prefeito sobre o governo. Entre os assessores diretos, estão solidificados como homens de estrita confiança de Tuga o secretário de Finanças, Edmundo Albuquerque; o presidente do DAE, José Clemente Rezende; e Paulo Sérgio Canalli.

• Massa para asfalto

A exemplo do que ocorreu no início de 2005, a prefeitura está adquirindo um milhão de quilos de massa asfáltica, o tal cap 20, para abastecer os programas de tapa-buracos nesta fase. A diferença substancial é que agora, além do estoque com matéria-prima, o governo quer garantir que o uso seja mais racional, ou seja, com máquinas que cortam o solo e compactam corretamente o material, evitando desperdício do serviço.

• “Refis salvou 2005”

O prefeito disse ontem que o programa de refinanciamento fiscal é quem salvou o pagamento do salário do servidor de dezembro de 2005 e o 13º. “Os recursos orçamentários acabaram em outubro. O que nós mantivemos até dezembro foi graças ao Refis. Todos sabem que nós usamos R$ 35 milhões para pagar dívidas da gestão anterior”, disse.

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