São Paulo - Cerca de 7.500 pessoas estão abrigadas em alojamentos improvisados em escolas e galpões por causa da cheia dos rios Tocantins e Mearim, no Maranhão. No Estado, pelo menos cinco municípios estão em situação de emergência em razão das enchentes. Segundo a Defesa Civil, a previsão é que as chuvas continuem intensas até meados de maio.
Em Trizidela do Vale (cerca de 250 km de São Luís), município com 16.800 habitantes, aproximadamente 4 mil pessoas estão alojadas em abrigos públicos. A prefeitura não levantou o número de famílias que estão em casas de parentes ou amigos.
Os desalojados estão em galpões alugados pela prefeitura, sendo que em alguns deles não há banheiros. Fossas foram improvisadas do lado de fora. “A prefeitura faz um atendimento mais humanizado possível, mas é difícil”, disse a secretária da Assistência Social, Nadi Araújo Oliveira. Muitas família do município não terão para onde ir depois que a água baixar, segundo a secretária, pois as casas delas eram de barro e foram destruídas.
O prefeito de Trizidela do Vale, Jânio de Souza Freitas (PMDB), disse que já gastou cerca de R$ 200 mil com a assistência aos desabrigados. A receita do município é de aproximadamente R$ 300 mil. Ontem, começou a chegar ajuda do governo do Estado. Em Bacabal (247 km de São Luís), aproximadamente mil pessoas estão desalojadas. Segundo informação da prefeitura, o rio Mearim transbordou no dia 14 e continua a subir.
O prefeito Raimundo Nonato Lisboa (PP), que estava em Brasília ontem, deve decretar situação de emergência no município quando retornar à cidade. Na semana passada, a Justiça em Bacabal havia determinado a retirada de cinco famílias desabrigadas que haviam invadido um galpão da Justiça Eleitoral.
Segundo a prefeitura, a situação foi resolvida, e as famílias continuam no local. Em Pedreiras (277 km de São Luís), há 2 mil pessoas desalojadas. Cerca de 400 famílias (1.600 pessoas) estão abrigadas em escolas municipais. Em Imperatriz (637 km de São Luís) cerca de 1.100 pessoas foram atingidas pela cheia do rio Tocantins. Deste total, 600 pessoas estão em abrigos públicos e os demais estão alojados em casas de parentes ou amigos.