Dos 15 caminhões usados no serviço de coleta de lixo domiciliar em Bauru, apenas três estão dentro do tempo útil de vida, que é de cinco anos. A Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), que faz o serviço, informa que a saída é renovar a frota, o que implicaria num investimento de R$ 2,6 milhões. Enquanto estuda a possibilidade de terceirização da coleta, a Emdurb receberá um caminhão novo.
Projeto de lei, publicado sábado no Diário Oficial Municipal, prevê a parceria entre o governo do Estado e a Prefeitura de Bauru para a aquisição do veículo. O Estado liberaria R$ 110 mil e o município investiria o valor restante necessário para a compra do caminhão – o orçamento ainda não foi feito, mas a estimativa é que um veículo pronto para a coleta de lixo custe em torno de R$ 210 mil. A proposta, no entanto, ainda precisa ser enviada à Câmara e ter parecer favorável dos vereadores.
Segundo Renato Purini, presidente da Emdurb, o valor proposto pelo Estado seria suficiente para comprar um caminhão pequeno, sem a prensa compactadora de lixo, que custa em torno de R$ 30 mil. Ele ressalta que os valores do caminhão e da prensa podem variar de acordo com o modelo, que será definido após aprovação do projeto.
Para Purini, a compra de mais um veículo para a coleta do lixo vai ajudar a melhorar, pelo menos um pouco, o serviço prestado no município. Mas ressalta que a maioria da frota está sucateada. “Nossos caminhões, realmente, estão numa condição muito degradada. Alguns têm até 22 anos de fabricação, sendo que a vida útil de um caminhão de lixo é de cinco anos. Então, obviamente, um veículo novo vem a auxiliar para que possamos conseguir manter o serviço. Mas, precisamos renovar mais para melhorar o serviço que oferecemos hoje”, diz Purini.
Atualmente, em Bauru, são recolhidas diariamente 250 toneladas de lixo por um efetivo de 90 coletores 40 motoristas. A Emdurb aponta que o sistema de coleta é deficitário por conta, exclusivamente, da frota de veículos. Além de ser bastante antiga - alguns caminhões datam de 1985 -, possui capacidade muito aquém da demanda, isto é, as caçambas comportam pouca quantidade de material.
O alto custo da manutenção dos caminhões, destaca Purini, corresponde aos maiores gastos com a frota. Diariamente, ao menos cinco passam por revisão mecânica. A situação, conforme ele, força a empresa a dispor de um quadro amplo de funcionários, de um gasto elevado de tempo e também com combustível, por conta das inúmeras viagens que os caminhões precisam executar até o aterro sanitário.
A Emdurb admite que a dívida da empresa, estimada em R$ 27 milhões (sem correção monetária), impossibilita a aquisição de linhas de crédito para a renovação da frota.