Turismo

Pernambuco

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 2 min

Antiga sede de Capitania Hereditária, a Capital pernambucana, Recife, oferece um leque de opções de lazer, culturais e históricas.

Banhada pelo mar e pelos rios Capibaribe e Beberibe, nossa “Veneza brasileira” é uma cidade com 469 anos de história, como provam seus museus, casarios antigos e praias como a famosa Boa Viagem, com orla urbanizada e edifícios elegantes debruçados sobre o mar.

Cortada por pontes e cintilante por conta dos espelhos d’água que refletem sua beleza, a cidade tem muito a oferecer.

Para quem vai pela primeira vez, o Bairro do Recife é parada obrigatória. Está localizado em ponto privilegiado, entre o rio Capibaribe e o Oceano Atlântico.

Especial para quem quer começar uma excursão pela história pernambucana.

Ali, o visitante volta ao tempo quando o lugar era a antiga sede da administração da Capitania e tem uma amostra das diversas fases da evolução urbana recifense.

Passou por um grande processo de restauração de seus monumentos de inestimável valor aquitetônico e histórico e hoje, tem a honra e a glória de abrigar além de prédios antigos, empresas de tecnologia da informação, bares, casas noturnas, restaurantes, feira de artesanato e a primeira Sinagoga da América Latina.

Oferece ao visitante uma aula de história à céu aberto, com direito a parada técnica num dos charmosos barzinhos ali instalados sempre a postos com cadeiras nas calçadas.

O Bairro do Recife é também um dos pontos de maior animação durante o Carnaval e outras festas populares e palco de freqüentes shows de música e dança promovidos pela Prefeitura.

Os nordestinos como um todo e os pernambucanos em particular são devotos dos santos juninos. O São João, como as festas de junho são chamadas por lá, são imperdíveis. Em Recife, em Caruaru e em outras cidades do Estado.

A devoção explica também o nome de seus bairros históricos. Eles também ficam no centro. Os bairros de São José e Santo Antônio. Datam do começo do século 17, quando os franciscanos começaram a levantar o Convento de Santo Antônio (1606), dando início à ocupação do trecho.

Naquela época, pela ausência das pontes famosas, a ligação com o Bairro do Recife se fazia por pequenas embarcações, resultando num desenvolvimento urbano lento.

O príncipe Maurício de Nassau deu cara nova a eles por conta da ocupação holandesa, que desenvolveu os bairros. A partir do século 18, surgiu, o casario que caracteriza o local. Sobrados coloridos e totalmente preservados.

Feito com critério e obedecendo rigores técnicos, o processo de urbanização, na década de 40, foi exemplar, preservando quase que completamente a arquitetura original.

Atualmente, a área apresenta um acervo considerável de edificações antigas do século 18, 19 e do início do século 20.

O traçado original foi, de certa forma, preservado: ruas estreitas, becos e vielas tortuosas que se abrem, de vez em quando, em pátios.

Nesses dois bairros, estão localizados 24 edifícios de grande valor histórico e cultural: igrejas, casario e até um forte militar.

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