Representantes de sindicatos de Bauru e região estiveram no último final de semana em Sumaré (SP) para participar do 1o Congresso Nacional dos Trabalhadores (Conat), que referendou a criação da Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas) como alternativa às centrais sindicais, entidades de classe e movimentos sociais já existentes.
Apesar de já existir há cerca de dois anos, a Conlutas teve sua criação celebrada no último dia 7 de maio, quando os participantes do Conat aprovaram sua fundação.
De acordo com a diretora do Sindicato dos Servidores Municipais de Bauru (Sinserm) Idelma Corral, a perspectiva é atingir vários segmentos diferenciados, fazendo contraponto ao que propõem as centrais sindicais.
“Essa entidade é mais ampla. É uma organização de vários setores do país, abrangendo desempregados – que hoje não tem nenhuma frente que os ampare -, movimentos sociais, estudantes, que hoje encontram na Conlutas uma alternativa à UNE, entre outros segmentos”, disse Idelma.
Para o dirigente do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região Beto Castilho, a Conlutas é uma resposta à degeneração de todas as ferramentas de luta que os trabalhadores dispunham no passado. “Hoje a classe trabalhadora ficou absolutamente carente de quem promovesse a luta. Hoje a gente tem na Conlutas um instrumento de luta por justiça social”, disse.
Em Bauru, além do Sinserm e dos Bancários, participam da Conlutas o Sindicato dos Servidores da Unesp (Sintunesp), o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), entre outros.