• ‘Velhinho’ acuado
Em uma das várias frases com as quais criticou a Câmara Municipal e “alguns vereadores”, ontem, em plena sessão de julgamento de suas contas de 2000, o ex-prefeito Nilson Costa demonstrou que não se esquece da oposição dura contra seu governo: “Foram seis anos de marcação cerrada de alguns vereadores preocupados em não deixar o velhinho trabalhar”, disparou, tendo ao lado, presidindo a mesa, seu algoz, o tucano Toninho Garmes.
• Metralhadora
Em seu discurso, Nilson optou por demarcar algumas críticas, ao invés de basear sua defesa na rejeição das contas de seu governo. Afirmou que o próprio Tribunal de Contas não faz sua lição de casa em gastos internos, mas “cobra isso dos prefeitos”, disse que a Câmara dificultou seu governo e agora é benevolente com o atual e disparou que os vereadores deram tiro no pé em várias ações.
• Casa refratária
O ex-prefeito também deixou claro que não assimilou ações legislativas contrárias aos interesses de sua gestão, como a não autorização para que a prefeitura fosse avalista de parcelamento da dívida do FGTS, medida que só agora foi aprovada, além da revisão no IPTU, projeto que ele enviou várias vezes ao Legislativo, mas sem êxito nas votações.
• Tramitação rápida
Costa ainda utilizou a exposição pública pelo canal legislativo para dizer que deixaria registrado a velocidade com que o processo de rejeição de suas contas tramitou no Legislativo. “O processo chegou no dia 8 de março à primeira comissão e em 48 horas passou por duas comissões, com pareceres no mesmo dia de vários vereadores. Velocidade espantosa, de fazer inveja a Ayrton Senna e ao astronauta Marcos Pontes”, reforçou.
• Arreganhos de ódio
Com esta frase, Nilson bateu em oposicionistas, dizendo que João Parreira tinha razões econômicas de sobra para se vingar dele, pela negativa à isenção tributária destinada ao vereador, que Sato foi escolhido relator do processo tendo avaliado seu governo como o “pior da história” e encerrou profetizando que o atual governo vai “incorrer nos mesmos problemas fiscais” e ele iria cobrar qual seria o julgamento dos edis.
• Leis esdrúxulas
A revista Super Interessante publicou em sua edição de Maio alguns projetos de lei excêntricos apresentados por políticos em várias câmaras municipais e no Congresso Nacional. Entre os projetos, consta um do deputado federal João Herrmann (PDT), que elimina o uso da crase na língua portuguesa. O jornalista Marcelo Bortoloti escreve que o deputado quer acabar com a crase porque “ela complica a língua portuguesa e só serve para humilhar muita gente”.
• ‘Troféu Joinha’
Bortoloti utilizou como base o Troféu Joinha, criado recentemente pela ONG paulistana Ágora, que contempla o projeto de lei mais bizarro da Câmara Municipal de São Paulo. Visitamos o site da ONG e constatamos que o pré-candidato ao governo do Estado pelo PDT, Carlos Apolinário, também gosta de um projeto estranho. Concorre ao Troféu Joinha seu projeto de lei que cria o Dia do Orgulho Heterossexual.