Internacional

Em sabatina, indicado para a CIA defende as escutas

Folhapress
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Washington - O general Michael Hayden, indicado ao cargo de diretor da CIA (agência de inteligência dos EUA) pelo presidente George W. Bush, defendeu com veemência um programa de escutas telefônicas ontem, em sabatina de sete horas na Comissão de Inteligência do Senado na qual pediu que os senadores não fizessem da CIA alvo de um “futebol político”. Para Hayden, as escutas telefônicas protegem o país do terrorismo e não violam os direitos civis dos americanos.

O militar dirigiu a Agência de Segurança Nacional entre 1999 e o ano passado, período durante o qual foi compilado um banco de dados sobre telefonemas de americanos comuns.

No programa, a Agência de Segurança Nacional (NSA) monitora telefonemas feitos a partir do Exterior para suspeitos de terrorismo, ou dados por eles, assim como mensagens eletrônicas, sem ordem judicial prévia. Bush indicou Hayden, general de quatro estrelas da Força Aérea, para substituir Porter Goss, que foi obrigado a pedir demissão da diretoria da CIA este mês depois de entrar em conflito com o chefe da agência, John Negroponte.

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