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Doença de Chagas

Hoje, a doença de Chagas está sob controle pela adoção de estratégias de monitoramento que identificam a presença do barbeiro, inseto transmissor. Após localização do inseto, desencadeiam-se ações de combate ao vetor. A utilização de inseticidas específicos e a melhoria das condições habitacionais nas regiões endêmicas são algumas das medidas preventivas para a contenção do avanço da doença.

Essas medidas conferiram a dez Estados brasileiros o certificado de interrupção da transmissão vetorial pelo T. infestans. São eles: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Tocantins e Piauí. O Estado da Bahia passará por nova avaliação para que se confirme a eliminação do barbeiro.

A situação epidemiológica de cada país é avaliada pela Comissão Internacional de Especialistas, constituída por representantes da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e dos países do Cone Sul.

Leishmaniose

Em 2005, houve aproximadamente 2.700 casos de Leishmaniose Visceral no Brasil. A região Nordeste teve maior concentração da doença, com 1.597 casos. Transmitida por um inseto, conhecido como mosquito palha, birigüi ou tatuquiras, a leishmaniose visceral ocorre, em especial, em locais de transição entre o meio urbano e as matas. Nesses locais, a cadeia de transmissão inclui o cachorro como reservatório do protozoário Leishmania L. chagasi, que causa a doença tanto em animais quanto em humanos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a leishmaniose como uma das principais zoonoses mundiais, com ocorrência de casos em 88 países de quatro continentes.

Segundo a OMS, os principais fatores de risco envolvidos na ocorrência de novos casos são as alterações ambientais – como migrações humanas intensas –, urbanização e desmatamento. Já os fatores de risco individuais são HIV, desnutrição e fatores genéticos.

Malária

A transmissão da malária no Brasil se concentra na Amazônia Legal, onde ocorrem 99,5% dos casos. Essa região é composta pelos Estados do Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

No ano passado, foram notificados aproximadamente 600 mil casos de malária, com 88 mortes. A ocorrência de malária está relacionada, principalmente, à intensa e desordenada ocupação das periferias das capitais dos estados do Amazonas (Manaus) e de Rondônia (Porto Velho), como também no município de Cruzeiro do Sul (AC).

Dengue

Nos três primeiros meses do ano, foram confirmados 48,9 mil casos de dengue, 24 de dengue hemorrágica e duas mortes pela doença.

O maior número de casos foi registrado no Sudeste (17 mil), seguido pelo Norte (11,2 mil), Centro-Oeste (10,8 mil), Nordeste (8,8 mil) e Sul (709).

Em 2005, o Ministério da Saúde repassou aos Estados e municípios cerca de R$ 700 milhões para vigilância epidemiológica. Cerca de 70% desses recursos foram investidos em ações de combate à dengue. Neste ano, os recursos para ações de vigilância epidemiológica são da ordem de R$ 772 milhões.

Hanseníase

A hanseníase é causada por um micróbio, o Mycobacterium leprae (Bacilo de Hansen), que ataca a pele e os nervos, principalmente dos braços e das pernas. A hanseníase tem cura e, se descoberta precocemente e tratada de maneira adequada, não deixa seqüelas. Qualquer mancha clara e com perda de sensibilidade na pele deve ser considerada suspeita de hanseníase e o portador deverá ser encaminhado imediatamente para uma unidade de saúde pública.

Em 2005, a taxa de detecção da doença, no Brasil, ficou em 2,09 casos por 10 mil habitantes. Em 2004, a taxa era de 2,76 por 10 mil. Ou seja, 38,4 mil novas notificações contra 49,3 mil no ano anterior.

Com esses indicadores, a expectativa é de que a doença seja eliminada no País até o final de 2006, segundo avaliação da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Tuberculose

A tuberculose continua a ser um grave problema de saúde pública. Hoje, 22 países, entre eles o Brasil, concentram 80% dos casos de tuberculose de todo o planeta, o que exige atenção especial.

O Ministério da Saúde, a partir de 2003, passou a considerar o controle da tuberculose como prioridade de governo. Por isso, procura sensibilizar gestores e profissionais de saúde que atuam no Sistema Único de Saúde, como também a sociedade. O objetivo é que a doença seja controlada por meio do alcance das metas estabelecidas no Plano Nacional de Combate à Tuberculose.

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