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Brasil e França assinam acordo de parceria sobre helicópteros e radares

Folhapress
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Brasília - Se Lula e Chirac não obtiveram consenso sobre tarifas agrícolas e subsídios, os ministros da Defesa Waldir Pires e Michèle Alliot-Marie avançaram em pontos concretos - uma parceria entre a Embraer e a Dassault para abrir uma fábrica de fuselagem de helicópteros e investimentos para produção, no Brasil, de radares de longa distância. Houve ainda uma proposta de Alliot-Marie para uma “ampla parceria” prevendo a construção de submarinos com propulsão nuclear no Brasil.

Por insistência do Ministério da Justiça brasileiro e de empresas francesas, também foi retomado o diálogo dos dois países sobre parcerias relativas a segurança pública. Leia-se a venda de equipamentos e o fornecimento de consultorias.

Segundo a declaração conjunta assinada por Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente francês Jacques Chirac, que está no País, Brasil e França devem “intensificar a cooperação na área” de combate à violência. Os dois presidentes também abordaram a questão nuclear iraniana. “A posição do Brasil á clara. (...) Tudo o que for feito para fins pacíficos, cumprindo tudo o que está nos protocolos internacionais, o Brasil tem o direito de fazer, a França tem o direito de fazer, o Irã tem o direito de fazer”, disse Lula.

O presidente francês disse confiar que os colegas Luiz Inácio Lula da Silva e Evo Morales irão resolver de forma “harmoniosa” a “pequena dificuldade” provocada pela nacionalização das reservas bolivianas de hidrocarbonetos.

“Eu confio nos dois presidentes para encontrar uma solução harmoniosa para essa pequena dificuldade. Em contrapartida, eu preciso e quero dizer que as poucas vezes em que estive com o presidente Morales me fizeram constatar que era um homem que devolveu a honra a um povo machucado”, afirmou Chirac.

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