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São Paulo arranca empate em Caxias

Folhapress
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Caxias do Sul - O destaque do 1 a 1 entre Juventude e São Paulo, ontem à noite, em Caxias do Sul, foi o árbitro Lourival Dias Lima Filho, que conseguiu ir da honra ao mérito ao festival de erros a menos de dez minutos ao fim.

Primeiro, ele foi digno de aplausos ao reconhecer um erro, comportamento raro entre os homens do apito em geral. No início do segundo tempo, Lourival marcou um pênalti contra o São Paulo em um toque de mão de André Dias nitidamente fora da área, para alegria dos gaúchos da serra. Conversou com seu auxiliar, voltou atrás e ainda anulou corretamente o gol impedido de Christian, do Juventude.

Mas, aos 39 minutos do segundo tempo, Lourival validou um gol do reserva alviverde Eder Ceccon. No lance, o goleiro Bosco sofrera escandalosa façta. Ao erro não-reconhecido, sucederam-se outros. Lourival levou um empurrão do são-paulino Thiago que merecia o amarelo. Mas ficou de graça. Por fim, aos 45 minutos, talvez levado pela culpa, Lourival marcou um pênalti duvidoso no são-paulino Danilo. Júnior bateu e empatou.

O resultado deixa o São Paulo na terceira posição até que a Copa da Alemanha se encerre. O técnico Muricy Ramalho havia previsto um jogo difícil para o São Paulo em Caxias do Sul. Mas, em vez de reforçar a marcação com um homem talhado para isso, como Ramalho, preferiu lançar o meia-atacante Leandro e cobrar pegada.

Isso se percebeu pela exagero de faltas que o São Paulo cometeu no primeiro tempo. Foram surpreendentes 23 infrações. Bastou um André Dias para fazer na primeira etapa o mesmo número de faltas que todo a equipe do Juventude na primeira etapa, levando somente o amarelo.

André ainda faria mais duas faltas, igualando o recorde de faltas numa partida do Brasileiro-07, detido por Lauro (Juventude) e Neguete (Paraná). Obviamente, mereceu o vermelho de ontem. Também foram justamente expulsos Fabrício, do Juventude, e Fabão, do São Paulo, em lances violentos.

Três cartões vermelhos que servem como indícios de que o jogo foi truncado, com 39 infrações são-paulinas e 21 do Juventude. Curiosamente, foi batendo que o São Paulo conseguiu estabelecer uma superioridade ofensiva. Finalizou sete vezes, a maior parte delas de fora da área, contra apenas uma gaúcha. No geral, foram 17 para o São Paulo e nove para o Juventude.

Só que, com esse método, o jogo ficou muito preso ao meio-campo, com pouca criatividade, emoções raras e uma sensação de que até os jogadores do Brasileiro estão doidos para ver a Copa. Depois que ela acabar, o São Paulo receberá o Grêmio no estádio do Morumbi, enquanto o Juventude, que passará o Mundial na 11ª posição, vai visitar o Fluminense, no Rio.

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