Polícia

‘Marchand’ está na mira da polícia

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Uma exposição de desenhos, aquarelas, gravuras e pinturas rompeu o circuito artístico de Bauru e chegou à delegacia de polícia. No foco das investigações, um pretensioso “marchand”. Ele, que garantiu ao evento obras de nomes como Paulo Caruso, Di Cavalcanti e Volpi, é suspeito de ter incorrido em delitos e provocado prejuízos na cidade. O nome dele não será divulgado para não prejudicar a apuração do caso.

Dono de um discurso indispensável para o exercício da função, seu verdadeiro ofício passou a ser questionado em decorrência de um problema financeiro. O mês de março ainda não tinha acabado quando voltaram os cheques que ele havia emprestado de uma funcionária para pagar despesas assumidas em virtude da realização do evento, que já chegava ao fim.

O caso foi levado ao distrito policial, onde foram levantadas outras ocorrências que teriam sido praticadas por ele em diferentes municípios paulistas. Suspeita-se que o “marchand” ficava com as telas, prometia comercializá-las e não as devolvia mais. A eventual apropriação indébita, no entanto, não foi consumada em Bauru.

É possível que o delito tenha sido evitado porque, diante da situação, cerca de 40 quadros foram apreendidos. Ficaram na Secretaria Municipal de Cultura, que já procedeu a devolução de parte delas. A informação foi confirmada pelo titular da pasta, José Augusto Ribeiro Vinagre. “Ele ficou de fazer a exposição e fez. Ficou bem bonita. Que eu saiba, nenhum artista teve prejuízos”, limitou-se a dizer.

Porém, a reportagem apurou que o “marchand” teria deixado de pagar, pelo menos, os hotéis onde esteve hospedado e a locação de um veículo. Mas as perdas provocadas pelo evento não garantiram lucro ao suspeito. Ele teria deixado a cidade sem retorno financeiro. A situação seria diferente em outros municípios, onde paira a suspeita até de falsificação de telas.

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