Regional

Sindicato dos trabalhadores evita falar em pânico com 1.900 demissões

Davi Venturino
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Jaú - O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Calçados de Jaú evita o tom alarmista diante do volume de demissões já homologadas neste ano. Para Sônia Regina Fernandes, presidente do sindicato, ainda não é possível afirmar que o setor está em crise baseado apenas no número de demissões.

Fernandes ressalta que, por ser um setor onde as vendas são sazonais, muitos trabalhadores fazem acordos, saem de uma fábrica e vão trabalhar em outra. Atualmente, segundo ela, existem em torno de 5 mil pessoas atuando no setor com registro em carteira.

O secretário-geral do sindicato, Ademar Pereira da Silva , refaz as contas e atenua as demissões. Ele avalia que, dos 1.900 demitidos, apenas 500 a 600 pessoas representam realmente o volume de pessoas que perderam o emprego. O restante, cerca de 1.300 trabalhadores, são classificados por Silva como mão-de-obra móvel - sazonal.

Segundo ele, esse contingente é contratado tradicionalmente por três meses e remanejamento a cada período de contrato de trabalho para outras fábricas. “O quadro fixo das empresas foi afetado (por demissões), mas foi algo modesto. Então, na nossa avaliação não chega nesse número de 1.900 funcionários”, explica.

Os afiliados ao Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Calçados começaram a campanha de reajuste salarial deste ano. Uma assembléia foi realizada no último sábado para definir as metas da campanha do sindicato, que tem data-base no mês que vem. Segundo Fernandes, a categoria irá reivindicar um reajuste real de 10%, além da correção da inflação, e aumento de 100% no valor da cesta básica, que varia hoje entre R$ 36,00 e R$ 38,00.

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