Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

FICA NA TUA, CARO ESPANHOL

Luís Aragonés, técnico da Seleção Espanhola, deu aquela cutucada na Seleção Brasilera, criticando os amistosos que a equipe de Parreira vem fazendo, segundo ele, contra adversários inexpressivos. O treinador da Fúria afirmou que é fácil jogar contra ninguém, e ainda disse que o meio-campo da Espanha é melhor do que o do Brasil. Aragonés deveria ficar na dele, sem se preocupar com os outros. Eu acho que jogo-treino, de preparação para competição seja lá qual for, deve ser contra time amador ou de divisão bem inferior. O Noroeste, por exemplo, fez jogos-treinos há pouco tempo, contra São Carlos e Lençoense, que são da Quarta Divisão. A real qualidade técnica de uma equipe é aquilatada no jogo, porque treino é para entrosar, corrigir defeitos. Contra adversário forte, o time corre o risco de ter jogadores lesionados e ficar com o moral derrubado em caso de derrota. Por isso, seria contra-producente nossa Seleção, precavida, disputar um amistoso contra times do nível Holanda, Alemanha ou República Checa, por exemplo. Enquanto Aragonés sonha com o melhor meio-campo do planeta, a Espanha luta para se firmar como força mundial. Afinal, nunca conseguiu ganhar um título sequer em 76 anos de história de Copa do Mundo. Nunca disputou uma final. E mais: o seu campeonato nacional tem mais estrangeiros do que espanhóis.

ELIMINATÓRIAS

Apesar do protesto dos clubes europeus, a Confederação Sul-Americana de Futebol vai manter o sistema de disputa das Eliminatórias Sul-Americanas, de pontos corridos, todos contra todos, turno e returno. Para mim é o sistema ideal. O mais justo e de maior público nos estádios.

NATURALIZADOS

O México disputará essa Copa do Mundo com dois jogadores naturalizados. O primeiro que chegou ao time sem ter nascido no país foi Antônio Nélson, o “Zinha”, meio-campo do Toluca. O outro é Guillhermo Franco, nascido na Argentina. Descoberto pelo Monterrey, o brasileiro Zinha foi para o México em 1999, onde desde então faz sua carreira no futebol. Já o atacante Franco, do espanhol Villarreal, é argentino naturalizado mexicano há pouco mais de um ano.

GOLEIRÃO

O jogo inaugural da Copa do Mundo, entre Alemanha e Costa Rica, amanhã, terá um significado especial para Lehmann, goleiro da seleção germânica. Apesar de já ter 36 anos, Lehmann fará sua primeira partida num Mundial. Reserva na França/98 e Ásia/2002, o goleiro ganhou a disputa com Oliver Kahn, do Bayern de Munique, pela posição no time principal, em virtude suas boas atuações no inglês Arsenal. Além do significado pessoal da partida contra a Costa Rica, Lehmann também a considera importante pelo valor esportivo. Segundo ele, uma boa vitória na estréia pode ajudar a Alemanha na seqüência da competição. Claro, goleirão. É importante ter um bom início.

TREINADOR

O Vila Nova, do Brasileiro da Série B, clube de maior torcida em Goiás, pode ficar sem treinador, mas não por vontade dos cartolas. É que o bauruense Luís Carlos Martins recebeu uma proposta para dirigir uma equipe da Série A. São Caetano e Fortaleza são os mais cotados.

NO AMAZONAS

Uma figuraça do futebol brasileiro foi parar no Fast Club de Manaus. É Túlio Maravilha, de 37 anos, que estava no Volta Redonda, nova equipe do técnico bauruense Valter Ferreira. Contratado para ser a grande estrela do time amazonense no Brasileiro da Série C, Túlio entrou para a história do futebol do País na década de 90, quando foi o principal responsável pelo título nacional do Botafogo em 1995. Além do Botafogo, o fanfarrão atacante defendeu o Goiás, Vila Nova, Corinthians, São Caetano, Fluminense e Cruzeiro, entre outros.

NOROESTINOS

Vera Rita Manon diz em seu e-mail que no Paulistão desse ano passou a ser uma noroestina fanática. E gosta muito desta coluna. Já Reynaldo Grillo, que mora em Nova Jersey (EUA), espera que o Noroeste realmente contrate um atacante de ofício, um goleador que acredite em todas. Meu caro, o Norusca está tentando, mas não está fácil.

MEMÓRIA

Copa do Mundo da Alemanha/74: Brasil 2 x 1 Argentina, em Hanover, gols de Rivellino e Jairzinho. Brindisi descontou. Árbitro: Vital Loraux (Bélgica). Público pagante: 40.400. Brasil: Leão; Zé Maria, Luís Pereira, Marinho Peres e Marinho Chagas; Carpeggiani, Rivellino e Paulo César Caju; Valdomiro, Jairzinho e Dirceu. Técnico: Zagallo. Argentina: Carnevali; Glaria, Sá (Carrascosa), Heredia e Bargas; Squeo, Brindisi e Ayala; Babington, Balbuena e Kempes (Houseman). Técnico: Vladislao Cap.

TABELAS

Recebo da Tiliform - o papel da informática - tabelas da Copa do Mundo. Obrigado e aquele abraço.

Comentários

Comentários