Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• Cabeça a prêmio

A situação do vice-prefeito e presidente da Emdurb, Renato Purini, não está nada fácil. Ontem, o vereador João Parreira (PSDB) defendeu publicamente que Purini deve deixar a presidência da empresa. Para ele, a situação do vice-prefeito ficou insustentável depois de denúncias de suposta doação, não contabilizada, da empreiteira Marquise à campanha eleitoral. O problema, segundo Parreira, é que a Marquise foi a empresa escolhida por Purini, em regime de emergência, no início do mandato, operação desmobilizada por pressão da opinião pública.

• Explicações a dar

Outros vereadores não falam abertamente sobre a saída de Purini da presidência da Emdurb, mas não se cansam de falar sobre as divergências entre ele e o prefeito. Para os parlamentares, a eventual saída de Purini não muda o fato de que há sérias denúncias que precisam ser explicadas, tanto pelo presidente da Emdurb, quanto pelo prefeito Tuga Angerami.

• Penas no ventilador

A vereadora Majô Jandreice (PC do B) afirmou que pedir a saída de Purini é uma posição simplista, porque fica fácil dizer que alguém tem de pagar. Ela também alega que as denúncias não têm consistência, mas que podem fazer muito estrago, já que fica difícil “juntar as penas que foram jogadas no ventilador”.

• Metas de campanha

Se a empreiteira Marquise, virtual pivô da crise do lixo, era citada apenas por alguns vereadores, a situação mudou. A maioria já fala abertamente sobre a empresa, que quase assumiu a coleta no começo do ano passado. Primo Mangialardo chegou a utilizar um panfleto da campanha de Tuga, onde apontava 12 metas para o governo. Segundo o vereador, a primeira meta era atrair empresas para desenvolver Bauru. “Ele está cumprindo a meta. A Marquise está doida para entrar na cidade”, disse.

• Presença difícil

Se Tuga não apertou a mão de empresários em São Paulo, na época, e não vinculou eventual doação de campanha à promessa de terceirização do lixo, conforme foi ventilado em forma de suspeita, como manter Purini na presidência da Emdurb se o tema lixo começou a azedar exatamente a partir das interlocuções do vice, já na primeira semana de exercício de presidência da Emdurb?

• Lixo nos governos

A crise do lixo chegou a tal ponto que algo insólito ocorreu na Câmara. O vereador Marcelo Borges (PSDB) disse que nem na gestão do ex-prefeito Nilson Costa (PPS) a coleta do lixo era problemática. Pelo contrário, segundo o tucano, era a única coisa que funcionava na administração. “O lixo só começou a dar problema na atual gestão”, disse.

• Faria no furacão

O vereador Faria Neto (PDT) se envolveu em duas situações difíceis ontem. Primeiro foi cobrado a citar os nomes dos vereadores que trocavam a aprovação de projetos do Executivo por cargos na administração. Faria afirmou que foi mal interpretado, e que o fato era comum em outras administrações. Depois o parlamentar foi cobrado pelo empresário Renato Bacelar por uma suposta doação de R$ 30 mil que Bacelar teria feito à campanha do vereador, o que Faria também negou. A bruxa anda solta.

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