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Parreira descarta obrigação de ganhar

Folhapress
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Berlim - Time escalado há oito meses, nenhum problema, preparo físico em alta e quatro jogadores prontos para decidirem uma partida em segundos. Com tudo pronto, Parreira só precisa trabalhar a ansiedade e o fato de o Brasil ser considerado o grande favorito na Copa.

E foi esse o tom de sua última entrevista coletiva antes da estréia. Dos vestiários do estádio Olímpico de Berlim, Parreira mandou avisar que a Seleção Brasileira não tem a responsabilidade de ganhar esta Copa do Mundo. “Os times europeus estão jogando em casa. Você pega um ônibus, uma bicicleta e já está aqui. Eles estão jogando na casa deles. Especialmente a Alemanha. Ela sim tem a responsabilidade de ganhar a Copa, não nós”, disse.

“A obrigação de ganhar é sempre do time da casa. A nossa é fazer o melhor, tentar sempre fazer o melhor. Falo para os jogadores: vocês querem ser vistos como? Como campeões? Então façam o melhor”, emendou.

Depois de fazer o reconhecimento do gramado do estádio Olímpico, a delegação brasileira foi para o Hotel Kempinski Bristol, onde está hospedada. Após o jantar, Parreira iria passar as últimas informações da equipe croata, em vídeo, fotos e mini-tatic (um programa de tática).

Para tentar tirar ainda mais o peso dos pentacampeões, o técnico brasileiro encheu a bola do rival de hoje e afirmou que o Brasil terá de jogar muito para ganhar na estréia. “A Croácia é uma equipe muito forte fisicamente. Vai dar muito trabalho. Vamos ter de apresentar um ótimo futebol para vencê-los”, afirmou.

Apesar de elogiar os croatas, o treinador disse que o time reserva do Brasil poderia facilmente enfrentá-los: “Nossa equipe reserva é melhor do que muitas seleções. Está, pelo menos, no mesmo nível da Croácia. Inferior não é.”

Depois da vitória da Austrália, por 3 a 1, sobre o Japão, na abertura do Grupo F, mais do que nunca Parreira pede para a Seleção vencer na estréia, mesmo que para isso o futebol bonito seja esquecido. “O resultado torna as coisas mais complicadas para todo mundo. Repito: precisamos ganhar de qualquer jeito. Quem ganha o primeiro jogo dá um passo enorme para a classificação”, disse o técnico, que ficou chateado com a derrota do Japão de Zico. “Para nós, o empate teria sido perfeito. Mas, se houvesse um vencedor, é claro que eu preferiria o Japão, até porque é nosso último adversário. Esse resultado (virada australiana) nos deixou estupefatos”, comentou.

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