Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

UMA VITÓRIA SEM ENCANTO

O Brasil iniciou a luta pelo hexa passando pela Croácia. Não foi do jeito que os 180 milhões de torcedores esperavam, mas a nossa Seleção manteve a escrita de estrear em Mundiais vencendo. Por sinal, quebramos mais um recorde, com oito vitórias seguidas em Copas, somando as sete de 2002. Com a promessa de show do quarteto, a Seleção Brasileira iniciou a partida de forma ofensiva, encurralando o adversário no campo de defesa. Com investidas velozes e bom toque de bola, o grito de gol ficou entalado na garganta dos brasileiros pela primeira vez, aos 8 minutos, quando Kaká recebeu passe de Adriano e chutou por cima. Depois disso, só dificuldades para os pupilos de Parreira. Maior estrela do Mundial da Alemanha, Ronaldinho Gaúcho percebeu, em pouco tempo, que a marcação dos croatas seria implacável. E foi mesmo. Com isso, o meia-atacante não conseguiu organizar as jogadas. Quanto a Ronaldo, esteve apagadíssimo e mereceu ser substituido. O Brasil só foi bem, mesmo assim sem muito brilhantismo, atrás, porque do meio-campo para frente, apenas Kaká se salvou. Os três pontos conquistados ontem, no lotado Estádio Olímpico de Berlim foram conquistados graças ao talento do meia Kaká, que começa a ganhar destaque entre as quatro estrelas do quadrado mágico. Embora o gol tenha saído no primeiro tempo, foi no segundo que os brasileiros encontraram mais dificuldades ainda. A torcida quer ver show, goleada, mas no futebol as coisas costumam não funcionar assim. Foi uma vitória sem encanto, mas o mis importante de tudo é vencer, principalmente na estréia.

JUSTA VIRADA

Num jogo truncado, cheio de faltas e passes errados, Togo e Coréia do Sul estreiaram na Copa do Mundo. Brilhou a estrela do técnico holandês Dic Advocaat, que colocou o atacante Ahn no segundo tempo e decidiu a partida em favor dos sul-coreanos, com bonito gol, decretando a vitória de 2 a 1. Togo e Coréia do Sul iniciaram timidamente a partida em Frankfurt, pelo Grupo G. Tanto é que o primeiro lance de perigo ocorreu somente aos 21 minutos. Numa cobrança de falta alçada na área, o goleiro togolês saiu mal, soltando a bola nos pés de um adversário, mas conseguiu se recuperar. Os africanos sairam na frente, mas no segundo tempo, com a alteração feita pelo treinador e com um homem a mais, o time asiático reagiu e ganhou o jogo de virada. Com justiça.

MELANCOLIA

No outro jogo de ontem, do Grupo G, França e Suíça não estreiaram bem, proporcionando um melancólico empate sem gols. Acho uma chatice um jogo de futebol terminar com o placar em branco. Na pifia campanha de 2002, quando foi eliminada na primeira fase, a França terminou a Copa sem marcar um gol sequer. Assim, o resultado de ontem, em Stuttgart, representa o quarto jogo seguido dos franceses sem balançar as redes.

SEM CENSURA

A Fifa exigiu que a Federação Paraguaia de Futebol readmita os jornalistas suecos expulsos no treino de segunda-feira. Os dirigentes da seleção sul-americana haviam tomada a atitude em protesto as informações divulgadas pela imprensa escandinava.

BOLHAS

As chuteiras da Nike voltaram as capas de jornais do mundo todo. Mas, o motivo mais um vez, não é nada bom para a empresa de material esportivo. Depois do brasileiro Ronaldo, desta vez o craque português Figo reclamou das bolhas causadas pelas chuteiras da Nike.

ALÍVIO

A tensão do capitão Cafu, pela possibilidade de prisão na Itália por falsificação de documento, não durou mais do que 24 horas. Um juiz romano não acatou o pedido da promotoria e absolveu o lateral-direito, considerando que ele não teve má intenção na falsicação. Ainda bem.

ALERTA

“Se o Brasil continuar jogando assim, não conseguirá defender seu título”, alertou o atacante Klasnic, da Seleção da Croácia e do Werder Bremen da Alemanha. O próximo compromisso dos croatas na Copa do Mundo é contra o Japão, domingo, em Nuremberg. O Brasil enfrenta a Austrália, no mesmo dia, em Munique.

MEMÓRIA

Copa do Mundo dos EUA/94: Brasil 1 x 0 Suécia, em Detroit, gol de Romário. Árbitro: Sandor Puhl (Hungria). Público pagante: 78.200. Brasil: Taffarel; Jorginho, Aldair, Márcio Santos e Leonardo; Dunga, Mauro Silva (Mazinho), Raí (Paulo Sérgio) e Zinho; Bebeto e Romário. Técnico: Carlos Alberto Parreira. Suécia: Ravelli; Roland Nilsson, Kamark, Ljung e Patrik Andersson; Schwarz (Mild), Ingesson, Thern e Larssson (Blomqvist); Brolin e Kennet Andersson. Técnico: Tommy Svenson.

NA TELINHA

Em seu e-mail, Vera Rita diz que viu o jogo do Brasil em sua casa, com mais quatro garotas: Nilce, Verônica, Cidinha e Marília. Ela pergunta onde acompanhei a partida e qual foi o meu palpite. Vamos lá, Vera Rita: vi o primeiro tempo sozinho, na redação, e o segundo tempo num telão no espaço ‘Café com Política’. Meu palpite foi Brasil, 2 a 0.

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