Não existe vacina ou tratamento específico para a hantavirose. A única medida capaz de evitar a morte é o diagnóstico precoce e o manejo adequado. Ao surgir a suspeita de infecção pelo hantavírus, o doente deve ser encaminhado imediatamente a um hospital que tenha UTI. Os aparelhos disponíveis nessas unidades auxiliam o doente a respirar.
O percentual de cura da hantavirose nas Américas está em torno de 50%. Com as medidas do Ministério da Saúde para divulgar a doença, principalmente entre a sociedade médica, os índices de mortalidade baixaram para 35% em todo o Brasil.
Para o responsável pela vigilância epidemiológica no Ministério da Saúde, Mauro Elkhoury, esse número ainda é alto. “Nossos índices estão abaixo dos registrados no restante das Américas, mas ainda assim é alto. De cada dez pacientes, quatro vêm a falecer”, afirma o responsável pela vigilância epidemiológica.
As secretarias estaduais de saúde têm orientado a população sobre as formas de prevenção da hantavirose. Os celeiros, porões e casas nas regiões rurais devem ser limpos para evitar a propagação do vírus.
Durante a limpeza, é necessário que o chão fique umedecido para não provocar poeira. Também é importante não plantar nada a menos de 30 metros de casa e não deixar lixo acumulado nas redondezas. Os grãos devem ser armazenados, em locais bem fechados, que impeçam o acesso dos roedores.
Também existe o risco de se contrair hantavírus durante pescarias e passeios de ecoturismo. Quem gosta de estar junto à natureza deve evitar práticas como deitar diretamente no chão, acampar em locais com presença de fezes de roedores ou de outros pequenos animais e andar descalço. Caso levem alimentos, os turistas devem mantê-los em recipientes hermeticamente fechados.