Crise do lixo
A sessão de hoje da Câmara Municipal vai, certamente, repercutir a crise do lixo, gerada pela matéria veiculada na semana passada pelo JC sobre virtual caixa dois na campanha eleitoral do prefeito Tuga Angerami (sem partido) e seu vice, Renato Purini (PMDB). O pivô do escândalo, Jorge Monteiro, não tem sido visto nos últimos dias nos locais que costuma frequentar.
MP vai inquirir
A semana começa como terminou. Jorge Monteiro se desmentindo, o prefeito Tuga Angerami sem se pronunciar, o vice-prefeito Renato Purini revelando encontro com a empreiteira Marquise e alguns tentando abafar o caso e torcendo para que a investigação iniciada pelo JC caia no esquecimento. Porém, o Ministério Público (MP) vai dar sequência aos depoimentos.
Nem a velhinha
Como o desmentido de si mesmo feito por Monteiro não convenceu nem a “velhinha de Taubaté”, aquela que acreditava piamente nos políticos, o promotor Fernando Masseli Helene deverá fazer incessantes incursões em busca da "verdade", conforme ele mesmo declarou ao programa 94 Notícias (94 FM), na última quinta-feira.
Riqueza de detalhes
Afinal de contas, o próprio promotor ouviu de Monteiro, há oito dias, o relato de como foi feita a transação com a Marquise, com riqueza de detalhes. O problema é que três dias depois, no mesmo Fórum de Justiçca onde esteve, Monteiro se desmentiu, “a la Silvio Pereira (ex-secretário do PT)”, como definiu o vereador Primo Mangialardo (PV).
Caminhão ‘fantasma’
O assunto rende, além de manifestações indignadas, algumas especulações. Eis uma delas, enviada por uma leitora: a Marquise estaria coletando lixo, no período da madrugada. A informante do JC disse que o caminhão da empresa circularia nas imediações do Recinto Mello Moraes. Difícil isto ser realidade sem que ninguém soubesse de algum contrato com a Emdurb ou prefeitura.
Demissão coletiva?
Ontem, outro leitor enviou e-mail ao JC informando que haveria um movimento entre médicos da prefeitura que poderia resultar num pedido de demissão coletiva. Os 96 médicos das unidades de saúde deixariam seus postos por falta de salários mais dignos. A assessoria de imprensa da prefeitura desconhece o assunto e o Sindicato dos Servidores não foi encontrado para se manifestar.
Gargalo da saúde
A prefeitura iniciou a reforma de vários núcleos de saúde prometendo dotá-los não só de melhores instalações como também de estrutura para melhorar o atendimento e realmente resolver casos que não precisariam ser levados ao Pronto-Socorro Central. Terá de encontrar uma solução para a falta de médicos e o descontentamento dos profissionais que atuam na saúde pública.
Relação complicada
Não é de hoje que os médicos e o comando da Secretaria da Saúde não falam a mesma língua. Eles até participaram da recente greve dos servidores municipais. Sinal de que algo errado existe nesta relação trabalhista. O nó da questão é que mexer apenas nos salários dos médicos causaria uma chiadeira enorme e desajustaria a já achatada grade salarial da prefeitura de Bauru.