São Paulo - São Paulo e Rio de Janeiro se tornaram as cidades com o custo de vida mais elevado na América Latina entre março de 2005 e o mesmo mês neste ano, segundo pesquisa da Mercer Consulting. São Paulo ficou em 34º lugar no ranking (contra o 119.º no ano passado), com 85 pontos (66,6 na pesquisa anterior), e o Rio em 40.º (contra o 124.º há um ano), com 83,5 (antes, com 65,4).
Segundo comunicado da Mercer, divulgado com a pesquisa, o principal fator a impulsionar a mudança foi a forte valorização do real frente ao dólar, “que ocorreu como resultado do sólido crescimento econômico e do aumento dos investimentos estrangeiros nos últimos dois anos”. A redução da dívida pública e as “altas taxas de juros” também fizeram o custo de vida nas duas cidades disparar, diz o comunicado.
A cidade com menor custo de vida no mundo é Assunção, a capital do Paraguai, que ficou em 144.ª posição e 43,5 pontos - última do ranking. Outras cidades latino-americanas onde o custo de vida está entre os mais baixos do mundo são Buenos Aires (142.º lugar, 54,8 pontos), Montevidéu (138.º, 56,5 pontos) e Caracas (136.º, 57,2 pontos).
Nova York é a cidade tomada como referência para determinar a posição no ranking. O custo de vida na cidade atingiu 100 pontos, mesmo resultado da capital norueguesa, Oslo. As duas dividiram a 10.ª posição na pesquisa deste ano -mas, embora Oslo tenha se mantido no mesmo patamar, Nova York subiu (no ano passado, a cidade ficou em 13º lugar).
Na primeira posição, no entanto, ficou a cidade de Moscou, capital da Rússia, com 123,9 pontos, superando Tóquio, que caiu para a terceira posição, com 119,1 pontos. Em segundo ficou Seul, capital da Coréia do Sul, com 121,7 pontos. Entre as dez cidades de maior custo de vida do mundo ficaram ainda Hong Kong (4.º lugar, 116,3 pontos); Londres (5.º, 110,6 pontos); Osaka (6.º, 108,3 pontos); Genebra (7.º, 103 pontos); Copenhague (8.º, 101,1 pontos); e Zurique (9.º, 100,8 pontos).
“Vimos mudanças significativas nos rankings de custo de vida nos últimos anos, refletindo um mercado global em mudança, disse a consultora-sênior para negócios internacionais da Mercer, Rebecca Powers, no comunicado. “Para muitas empresas, pode ser mais caro agora mandar empregados para trabalhar na Rússia ou na Coréia do Sul do que para o Japão ou a Suíça, lugares freqüentemente vistos como mais caros.”
A pesquisa da Mercer é feita em 144 cidades e mede o custo comparativo de mais de 200 itens em cada localidade, incluindo moradia, transporte, alimentação, vestuário, utilidades domésticas e lazer. Os resultados no ranking foram baseados nos resultados da pesquisa da Mercer realizada em março deste ano, e foram comparados com os resultados verificados no mesmo período de 2005.
A escolha das cidades elencadas no ranking, segundo a Mercer, é baseada na demanda por parte de empresas e organizações governamentais, informou a Mercer.