Polícia

Conselho Tutelar vai levar ao MP caso de ‘adolescente rebelde’

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 2 min

Uma adolescente de 13 anos que já foi recolhida das ruas pelo Conselho Tutelar e entregue à família diversas vezes terá o caso encaminhado ao Ministério Público (MP). Dependendo da decisão do promotor e do juiz, a menor poderá ser retirada de sua família e encaminhada a um abrigo. A adolescente, segundo o conselheiro David Gustavo Pompei, já foi encaminhada a projetos sociais, mas desistiu de alguns e foi afastada de outros. O agravante é que ela é usuária de drogas, de acordo com o conselheiro.

“O relatório e o ofício serão encaminhados ainda nesta semana”, diz Pompei. Anteontem, a polícia registrou Boletim de Ocorrência (BO) de abandono moral, tendo a adolescente como vítima. Policiais militares localizaram a garota na avenida Nações Unidas, à noite, e ela foi encaminhada ao Plantão Policial. Os pais da adolescente foram informados do fato, mas não compareceram. O conselheiro tutelar foi acionado e a adolescente foi entregue em sua residência por volta da meia-noite de ontem.

Mas, na manhã de ontem, ela já não estava mais na casa dos pais. A reportagem foi até a casa da adolescente, onde ela mora com outras garotas que também ficam na rua. A mãe dela foi localizada e contou as dificuldades que enfrenta com a filha. O nome da mulher não está sendo divulgado para não identificar a menor.

A adolescente de 13 anos e uma colega, de 15 anos, costumam ficar na avenida Nações Unidas no período noturno. Em março deste ano, a mesma adolescente já havia sido encontrada por policiais à paisana dentro de um automóvel, nua. Questionada, a menina disse que o homem que estava na direção do automóvel era um representante comercial que mora em Bebedouro e estava de passagem por Bauru, tinha lhe ofertado R$ 10,00 para que ela mostrasse os seios a ele.

Segundo a menina, logo depois, o homem ofertou R$ 20,00 para que ela tirasse a calcinha e mantivesse relação sexual com ele. A garota já tinha tirado a peça íntima quando a polícia chegou, mas disse que não houve tempo para consumação do ato. Em janeiro, as duas meninas registraram no Plantão Policial BO de tentativa de estupro. Segundo consta no documento, elas afirmam que “fazem programa” em Bauru.

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