Uma quadrilha especializada em assalto a residência está agindo em Bauru. É esta conclusão à qual a Polícia Civil chegou após esclarecer seis dos dez roubos semelhantes ocorridos na cidade desde o final de maio, em que moradores foram feitos reféns e os ladrões fugiram com eletroeletrônicos. No ocorrido no domingo à noite e publicado pelo JC na edição de ontem, os ladrões capotaram o carro durante a fuga. Dos dez assaltos, seis foram praticados pelo mesmo grupo, afirma o delegado Silberto Sevilha Martins, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG).
E o acusado de liderar a quadrilha, o eletricista Oscimar Vecchietti, 44 anos, está preso desde o dia 13 do mês passado, quando na casa dele, no Parque São Geraldo, os policiais da DIG encontraram um verdadeiro estoque de eletroeletrônicos: vários aparelhos de TV, inclusive um de plasma de 42 polegadas, aparelhos de som, home theater, aparelho de DVD e até geladeira e fogão. Como vítimas de seis assaltos reconheceram seus pertences entre os produtos apreendidos, descobriu-se que, portanto, trata-se de uma quadrilha especializada responsável por, pelo menos, seis ações.
“Tínhamos esclarecidos quatro roubos ligados a ele. E hoje (ontem), mais dois casos foram esclarecidos”, ressalta Martins. No dia em que Vecchietti foi preso em flagrante, outros dois homens, suspeitos de integrarem a quadrilha, fugiram da polícia. Mas de acordo com o delegado titular da DIG, eles estão identificados. ”Nós só podemos prender em caso de flagrante ou por ordem judicial. Agora estamos quase concluindo o inquérito policial, em que há provas da participação deles por conta de reconhecimento fotográfico e do material apreendido”, explica.
Mas a Polícia Civil suspeita que haja mais integrantes da quadrilha, além do que está preso acusado de ser o líder e dos dois identificados. Isso porque os assaltos a residência continuam ocorrendo. O Setor de Inteligência da DIG detectou, inclusive, um suspeito de ser o receptador da quadrilha. O veículo do suspeito, uma caminhonete, foi usado em um dos assaltos. Ele compraria os produtos roubados para revendê-los.
Há, ainda, a possibilidade - que também está sendo investigada pela DIG - de outra quadrilha estar agindo. “Nós temos oito roubos a residência, ocorridos a partir de maio, sendo apurados aqui na DIG (os ocorridos no domingo ontem ainda não haviam chegado à delegacia). Destes, seis estão esclarecidos e são ligados ao grupo de Vecchietti, que está preso. Os outros dois estamos trabalhando para esclarecer. Mas já temos uma outra quadrilha identificada”, adianta Martins.
Ele não descarta, inclusive, ligação entre os dois grupos. “A investigação está trabalhando para conseguir provas e pedir a prisão dos envolvidos”, comenta. Outra informação que está sendo apurada, mas que até ontem não tinha sido confirmada, é que uma das quadrilhas seria ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). “Durante as investigações nada ficou comprovado”, ressalta Martins, que acredita tratar-se de boato.
O delegado orienta as vítimas de roubos a residência a procurar a DIG com o boletim de ocorrência para verificar se seus bens estão ou não entre os apreendidos no último dia 13 na casa de Vecchietti. Há, ainda, muitos produtos que não foram reconhecidos.
• Serviço
A DIG fica na rua Padre João, 5-36, Altos da Cidade.