ITÁLIA, QUE BELA VITÓRIA!
Incrível, fantástico, extraordinário: assim foi o final do jogo de 120 minutos, realizado ontem, em Dortmund. Com a vitória (2 a 0) sobre a Alemanha na prorrogação, a Itália disputará a sua sexta final de Copa do Mundo, além de manter uma escrita desde o Mundial do México/70: decidir a cada 12 anos. A Azzurra foi derrotada pelo Brasil em 1970 e 1994 e venceu a Alemanha em 82. Aos alemães, resta o consolo de disputar o terceiro lugar. Não é só Parreira. Jurgen Klinsmann também erra. Na dúvida entre Kehl e Borowski no lugar do suspenso Frings, o técnico da Alemanha optou por colocar os dois e sacou o meia Scheweinsteiger que vinha sendo o titular e correspondendo plenamente. Se o objetivo era ter mais força defensiva no meio-campo, a opção foi totalmente equivocada, já que a Itália teve mais presença no primeiro tempo, embora pecando nas finalizações. O segundo tempo foi equilibrado, apesar da Seleção Alemã ter voltando mais ligada. Na prorrogação, Marcelo Lippi resolveu abrir mais sua equipe. Se Klinsmann não foi feliz em alterar seu time, com o técnico italiano aconteceu o contrário. O atacante Iaquinta no lugar do meia defensivo Camoranesi deixou a Seleção Italiana bem mais ofensiva. Tanto é que nos primeiros dois minutos, Gilardino e Zambrotta acertaram a trave de Lehmann. A Alemanha arriscou pouco e parecia confiar na sua tradição de definir nos pênaltis, mas o seguro morreu de velho. O lateral Grosso e o atacante Del Piero, espertos, se encarregaram de liquidar a fatura na bela vitória italiana.
SEM FAVORITO
Portugal e França enfrentam-se na disputa por uma vaga na decisão da Copa do Mundo. O vencedor pega a Itália, domingo, em Berlim, quando a Azzurra tentará o tetra. Os lusitanos buscam título inédito, enquanto Les Bleus correm atrás do bicampeonato. A Seleção Portuguesa atravessa um ótimo momento, o melhor sua sua história e tem um grande trunfo, o Felipão. Mas o jogo desta tarde em Munique é para palpite triplo, porque os franceses não têm apenas Zidane e Henry. O time todo é bom, tem um toque de bola perto da perfeição e uma eficiente disciplina tática - que o digam os brasileiros. As duas equipes estão embaladas e são especialistas em mata-mata. Por isso, não há favorito.
RAIVA BRABA
A raiva dos torcedores brasileiros depois da eliminação da Seleção passou dos limites, pelo menos na cidade catarinense de Chapecó. Uma estátua de Ronaldinho Gaúcho, de mais de sete metros, foi queimada.
BRIGA À VISTA
Enquanto Cristiano Ronaldo insiste em dizer que não há nada entre ele e Rooney, a imprensa desmente e aponta uma futura briga entre os dois jogadores do Manchester United. Rooney deu uma entrada maldosa no português Ricardo Carvalho, no jogo das quartas-de-final. Cristiano Ronaldo protestou junto ao árbitro, deixando os ingleses furiosos. Agora, segundo o tablóide londrino The Sun, Rooney quer partir seu colega de time ao meio. Garantiu que resolverá o problema à sua maneira.
QUASE PRONTO
O Noroeste está quase pronto para a estréia no Brasileiro da Série C, contra o J. Malucelli, em Curitiba. Creio que Paulo Comelli tem dúvidas só no gol - Fernando Vizzotto ou Maurício - e na lateral-esquerda - Marco Aurélio ou Marcelo Santos. O time para o jogo do dia 16 deve ser esse: Fernando Vizzotto (Maurício); Paulo Sérgio, Bonfim, Rômulo e Marco Aurélio (Marcelo Santos); Jefferson, Hernani, Luciano Bebê e Danilo Bueno; Bruno e Otacílio Neto.
MEMÓRIA
Campeonato Brasileiro de 1997: Grêmio 2 x 0 Corinthians, em Porto Alegre, gols de Zé Alcino e Otacílio. Árbitro: Jorge Travassos. Público pagante: 11.575. Grêmio: Murilo; Arce, Rivarola, Éder e André Silva; Dinho, Dário, Beto (Otacílio) e Sérgio Manoel; Zé Alcino e Tinga. Técnico: Hélio dos Anjos. Corinthians: Nei; Rodrigo, Sangaletti, Henrique e Silvinho; Gilmar Fubá (Agnaldo), Romeu (Cris), Rincón e Souza (Renaldo); Donizete e Mirandinha. Técnico: Joel Santana.
POEMA DO HEXA
Humor é com o brasileiro. A novidade agora é o Pema do Hexa, que circula na Internet, com autor desconhecido. “Viva o Cafu capitão perene/Melhor lateral do Jardim Irene/Viva o Roberto Carlos veloz como o vento/Que arruma as meias durante o cruzamento/ Viva o Kaká, menino bonito/Na hora do jogo amarelo no grito/Viva o Ronaldinho/Gaúcho/Tão útil como pinto murcho/Viva o ativo Parreira/Que não substitui, não treina e só diz besteira/Viva o Gagallo/Mas arrumem um asilo para interná-lo/Lamento por Dida, Juan, Zé Roberto e Robinho/Que até brilharam nesse timinho/Mas o resto eu quero que se dane/Porque quem joga mesmo é o Zidane/Vamos esperar o Parreira descer do avião/E dizer que pra treinar a seleção/É preciso trabalho, cérebro e dedicação/É também preciso ter coração com o grande Felipão/Chega de Zagallo, chega de Parreira/Não precisamos destes caretas/E fora da babaquice/Tem treze letras”.