Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• Estação: parcela

A transformação da antiga estação da NOB em um centro de compras e de lazer segue uma incógnita, na opinião de muita gente. A cidade espera e torce para que o Grupo Marca realmente faça o investimento anunciado. Sábado, uma pessoa ligada ao Sindicato dos Ferroviários informou que já há atraso no pagamento da primeira parcela da venda da estação, fechada por R$ 6,2 milhões no total. A parcela deveria ter sido paga no último dia 13.

• Maluf e Quércia

Ao que parece, a aliança entre PMDB e PP ainda não foi muito bem digerida por um dos caciques do Partido Progressista, Paulo Maluf. O ex-prefeito de São Paulo teria declarado que não subiria no palanque com Quércia, que anteontem esteve em Bauru. O candidato peemedebista foi elegante: “Não posso responder isso, mas conto com os votos dos malufistas”.

• Quércia tucanou

Perguntado quem iria apoiar na eleição presidencial, se Geraldo Alckmin (PSDB) ou Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o candidato ao governo pelo PMDB, Orestes Quércia, preferiu se isentar. Segundo ele, os militantes estão livres para votar em quem quiser e anteontem disse que não iria se manifestar para nenhum dos lados.

• Caixa 2: cuidado!

Depois de tanto escândalo e crise de caixa 2, em Brasília e aqui, é bom os candidatos tomarem cuidado ao procurar empresários para pedir dinheiro ou algum tipo de colaboração de campanha. A Justiça Eleitoral está com atenções redobradas e quem costuma colaborar vai pensar mil vezes antes de se comprometer com dinheiro não declarado.

• Sanduíche 2006

Há uma corrida surda entre alguns candidatos para ver quem sai na frente com a campanha eleitoral mais vistosa. As estratégias de usar homem-sanduíche e mulher-sanduíche, mostradas nesta coluna no final de semana, são fruto de uma espécie de disputa pela paternidade desses divulgadores de campanha entre Estela Almagro, candidata do PT a deputada federal, e Ricardo Oliveira, candidato do PTB a deputado estadual.

• Passarela da Batista

Enfim, vaidades à parte, há espaço para a campanha de todos. Só vai ficar apertado se todos resolverem usar homens ou mulheres-sanduíche no Calçadão da Batista aos sábados de manhã. Haverá congestionamento e os comerciantes não ficarão nada felizes. De qualquer forma, uma coisa é certa: o democrático Calçadão será a grande passarela eleitoral deste ano.

• Tuga não se declara

E por falar em campanha, o prefeito Tuga Angerami (sem partido) não deve mesmo fazer campanha para ninguém, nem para o irriquieto Faria Neto, seu líder na Câmara. O prefeito optou pela discrição e vai ser difícil saber em quem ele votará para deputado e senador. Para os cargos majoritários, Tuga deu sinais de votar em José Serra e Geraldo Alckmin, com mais certeza para o primeiro.

• Governo sem partido

Tuga também deve liberar seu secretariado e assessores mais diretos, como Paulo Canalli, para que cada um faça a opção que desejar. Este deverá se configurar no governo municipal mais despartidarizado dos últimos tempos em Bauru. Desde o início, o prefeito deixou clara sua impaciência com partidos, negociando direto com a Câmara Municipal, sem interlocutores políticos.

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