Com conseqüente não reincidência no crime e diminuição da população carcerária e da superlotação de cadeias e penitenciárias. Antes de quaisquer medidas ou programas que visam os efeitos, devem a sociedade, Estado e a família - com base mesmo nas Constituições, na DUDC, na DUDH, nos Estatutos da ONU/UNICEF e de outros organismos ou instituições em todo o mundo voltadas para o amparo, proteção e promoção do menor - dar absoluta prioridade (justa, devida e sábia), especialmente à criança carente (cerca de 20% da população infantil): basta ver o perfil, a idade média e o histórico de vida dos presos brasileiros! Quatro são as sugestões principais para os chamados “doentes sociais”, segundo a ciência e religião: estudo, trabalho, religião e família.
Primeira - o estudo ou educação porque praticamente não tiveram escolaridade mínima ou formação escolar de qualidade pré ou profissionalizantes, sendo raros com curso superior. Sem educação não há solução para nada, em um país sério, justo e democrático. Com telessalas, Cejas, etc;
Segunda - o trabalho como terapia, ressocialização, manutenção própria (e eventualmente da família, segundo a lei que precisa evoluir). Em forma de albergue e/ou internato. Devolve a dignidade, aumenta a auto-estima, desenvolve a inteligência, a moralidade. Resgata e promove;
Terceira - a religião ou religação da criatura com Deus, mas sem imposição ou conversão (formas veladas de violência!), segundo os fundamentos da ética cristã, espiritualidade (em oposição ao materialismo, a ambição desregrada, à posse e o poder temporais, efêmeros, ruinosos ou malversados). De forma tolerante, com exclusão do fanatismo, proselitismo e sectarismo, com ecumenismo verdadeiro. É o homem, além de ser físico, ser espiritual e divino!;
Quarta - a família, a célula mãe da sociedade, é em geral a causa primeira do processo de abandono e carência, da marginalização e do crime do cidadão em formação (criança é solução e não problema; poderá ser problema se o formos para ela, na negligência, na omissão...! Imagine o mundo sem a criança hoje e como futuro cidadão, mão-de-obra, renovação social, amparo aos pais idosos, etc). Reaproximar e reatar os laços de família interrompidos e ou desestruturados. Sentimento, afetividade...
Para todas as sugestões, projetos e futuras soluções, equipes com especialistas como psicopedagogos, professores, arte-educadores, bibliotecários, terapeutas, psicólogos, sociólogos, assistentes sociais, instrutores/ técnicos (p/ profissionalização), religiosos, advogados, juízes (PAs, DPP/BC, RP, etc) - em ou com Fórum permanente de debates e sugestões sobre prevenção; reeducação e reintegração de apenados.
Passamos a palavra às autoridades, governos, parlamentares, especialistas e à sociedade em geral - para um mutirão geral - a começar pela criança, educação maciça, de qualidade, passando pela reeducação efetiva, humana e competente dos detentos, e outras ações afins, pertinentes.
Rubens Colacino - Educador - RG 6.360.282