Tribuna do Leitor

Estação de tratamento de esgoto de Bauru


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Surpreendido pela manifestação publicada nesta Tribuna dia 20/07 p.p., intitulada “Exemplo de Igaraçu”, o Departamento de Água e Esgoto de Bauru, autarquia municipal que há quase 44 anos dedica à cidade trabalho sério na área de saneamento básico, decidiu, a bem da verdade, elucidar o histórico de ações e muitos estudos que terminaram por escolher a técnica de tratamento de esgoto mais adequada e compatível à cidade, que tem hoje 350 mil habitantes.

Cumpre-nos nesse espaço esclarecer, com a devida atenção, comentários aqui expressos pelo sr. Adriano Coelho Hernandez, também no propósito de tranqüilizá-lo com os fatos relatados a seguir. Isso não sem antes garantir que os recursos arrecadados serão exclusivamente investidos na construção da ETE, obra considerada uma das mais importantes deste século, em prol do meio ambiente e qualidade de vida, para o Município. No final de 1999, o DAE contratou empresa especializada em estudos referentes ao Sistema de Esgotos Sanitários, para Bauru. O serviço foi iniciado nos primeiros meses do ano 2000.

Após a elaboração do estudo encomendado, foram apresentadas duas propostas para construção do Sistema de Esgotos de Bauru. A primeira alternativa mostrou a implantação de várias estações de tratamento, alocadas em pontos estratégicos da cidade. A segunda sugeria a construção de apenas uma estação. De posse das informações técnicas, o DAE promoveu, em 04 de outubro e 21 de dezembro de 2000, duas reuniões em Simpósio específico, abertas a todos os interessados e divulgadas pelos meios de comunicação. Na ocasião, as duas hipóteses apresentadas foram amplamente discutidas por representantes do CREA, Instituto de Engenharia, ONGs, universidades, ABES, vereadores e população.

Após discussões em torno do tema, ficou definida, por todos os representantes, que a alternativa viável, diante do custo benefício para a nossa cidade, seria a implantação de apenas uma estação de tratamento, a ser construída na área do Vargem Limpa. No presente, face ao crescimento da cidade, ficou definida também a construção de uma ETE menor, na região do Gasparini, por razões socioeconômicas consideradas pela atual administração.

As ETEs que serão construídas aqui apresentam características semelhantes ao sistema holandês citado por V.Sa. porém em grande escala, através do sistema de UASBs seguidos por filtros biológicos aerados submersos, para que possam atender adequadamente a toda a população bauruense.

Ambas as alternativas de tratamento, projetadas para Igaraçu ou Bauru, não exalam odores. Entretanto, onde o esgoto “in natura” é lançado não há como evitar a eliminação de mau cheiro, mesmo que pequeno. Por isso buscou-se áreas distantes da urbana, para que a população possa ser preservada de possíveis ocorrências desagradáveis.

Vale ressaltar que Igaraçu do Tiete totaliza população de 24.500 pessoas, equivalente ao porte demográfico da região do Núcleo Gasparini/ Vila São Paulo, onde em breve começará a ser construída a Estação de Tratamento de Esgoto, com capacidade para tratar dejetos produzidos por 30.000 habitantes. A mini-ETE terá o mesmo sistema de tratamento a ser introduzido na ETE maior, planejada na área do Vargem Limpa.

Esperando ter esclarecido todas as dúvidas de vossa senhoria, o DAE coloca à disposição do leitor, através da Divisão de Planejamento, o projeto da Estação e eventuais informações técnicas que achar interessantes, a respeito da obra e sistema escolhido para o tratamento dos esgotos da nossa cidade. Atenciosamente.

Assessoria de Imprensa do DAE

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