Bairros

Ladrão se fere, mas leva R$ 60 mil

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

O tiro saiu literalmente pela culatra. Em um assalto no início da noite de ontem em Bauru, um dos três ladrões acabou atirando contra a própria mão. Mesmo assim, ele e os outros bandidos levaram cerca de R$ 60 mil e um notebook de uma empresa de engenharia localizada no Distrito Industrial 2.

De acordo com o registrado pela Polícia Militar (PM), os ladrões chegaram à empresa e surpreenderam três ou quatro funcionários. Armados de revólver, exigiram dinheiro. Na hora de dar ordens às vítimas, um deles, que estava com a arma em punho, acabou disparando ao que indica acidentalmente e acertou a sua outra mão.

Ferido, mas já com o dinheiro e o notebook, os ladrões entraram numa Blazer e fugiram. A PM foi acionada e logo em seguida encontrou a Blazer placas CXK 8020, de Marília, abandonada na rua Giácomo Bramante, no Núcleo Octávio Rasi. No local, os ladrões teriam embarcado em um Gol dirigido por uma terceira pessoa e que dava apoio ao assalto.

De lá, os bandidos fugiram, o que mostra que eles estavam organizados e agiram em equipe. Porém, a polícia não sabia o motivo deles terem abandonado a Blazer, já que, segundo o capitão Valter Luís Sales, comandante da 4.ª Cia da Polícia Militar, a caminhonete não era roubada. Ela havia sido vendida recentemente para uma pessoa de Bauru. “Fizemos um contato com a PM de Marília, que procurou o dono da caminhonete. Ele informou que recentemente vendeu o veículo para uma pessoa de Bauru, que agora vamos procurar quem é”, comentou.

A Blazer, encontrada abandonada, tinha vestígios de sangue, ao que tudo indica ser do bandido que se feriu na mão. No carro também foram encontradas roupas que foram usadas pelos bandidos no assalto. E outro detalhe que chamou a atenção dos policiais: dentro da porta da caminhonete, atrás do alto-falante, havia um esconderijo, possivelmente usado para guardar armas.

Até o fechamento desta edição, os policiais militares estavam à procura dos assaltantes. Eles fizeram buscas em vários lugares, mas ainda não haviam encontrado pistas dos ladrões. Também haviam feito contato com prontos-socorros de Bauru e região, onde o ladrão ferido poderia buscar atendimento médico, mas até o fechamento desta edição ninguém com ferimento à bala na mão havia procurado unidade de saúde. “Ele deve estar sentido muita dor e se auto-medicando”, comentou o capitão Valter.

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Coincidência?

Além da forma de agir dos ladrões que roubaram R$ 60 mil de uma empresa do Distrito Industrial 2, o que demonstou organização, a Polícia Militar tinha outro motivo para dar atenção especial à busca dos assaltantes. Recentemente, após os ataques em Bauru atribuídos ao Primeiro Comando da Capital (PCC), ocupantes de uma Blazer branca passaram em um bairro da cidade perguntando se nas imediações moravam policiais.

Na ocasião, não foram anotadas as placas da caminhonete e, por isso, o capitão Valter Luís Sales, comandante da 4.ª Cia, frisa que seria prematuro afirmar que se trata do mesmo veículo e que estava ocupado por membros do PCC. Porém, a possibilidade não estava descartada.

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