Avaré - Uma carreta lotada com produtos contrabandeados do Paraguai foi apreendida ontem, na rodovia Castelo Branco, quilômetro 250, em Avaré, pelo Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) de Sorocaba. A carga, avaliada em cerca de R$ 700 mil, era formada por 600 caixas de cigarros e outros produtos, especialmente CDs. Três pessoas foram presas por contrabando.
Os policiais rodoviários faziam patrulhamento de rotina no quilômetro 110 da rodovia Castelo branco, no município de Tatuí, quando estranharam que o cavalo mecânico, marca Scânia, placas BWF 9029, de Sorocaba, transitava sem a carreta.
O veículo foi abordado e os dois ocupantes entraram em contradição sobre o destino e a carga que estavam indo buscar, explicaram os PMs. O depoimento despertou suspeitas e o motorista acabou confessando ser o dono do cavalo mecânico.
Ele contou que havia sido contratado para buscar uma carreta na região de Avaré, para onde os policiais do TOR seguiram.
No quilômetro 250 da rodovia Castelo Branco foi localizada a carreta Volvo com mercadorias contrabandeadas. O veículo, com o cavalo mecânico quebrado, estava estacionado às margens da estrada, acompanhada de um Monza.
Prisão
No local foram presos em flagrante Antonio Natalício da Silva, 49 anos, Cícero Rocha da Silva, 43 anos, e Dovanir Porto, 41 anos. O trio foi autuado por contrabando, na Polícia Federal de Bauru. O crime, que consta no artigo 334 do Código Penal Brasileiro, prevê pena de um a quatro anos de reclusão. Dois dos acusados têm passagens pela polícia. Eles foram encaminhados para a Cadeia de Avaí, onde aguardarão decisão da Justiça Federal.
A carreta danificada e o Monza, que era conduzido por Dovanir Porto, foram apreendidos. O veículo desempenhava o papel de “batedor”, alertando a carreta que transportava a mercadoria ilegal quanto à fiscalização da estrada.
As mercadorias, segundo a PF, provavelmente seriam levadad para a cidade de Sorocaba. Elas foram apreendidas e encaminhadas para a Delegacia da Receita Federal.
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Mais de 100 inquéritos
O delegado da Polícia Federal Gustavo Martins explicou ontem que as mercadorias apreendidas foram encaminhadas para a Delegacia da Receita Federal que vai apurar a procedência e o valor exato da apreensão.
De acordo com Martins, nos últimos seis meses, a Delegacia da Polícia Federal de Bauru, que atende 50 municípios da região, instaurou 147 inquéritos por contrabando e descaminho.
“Os cigarros são considerados contrabando porque é mercadoria proibida. O juiz deve determinar a destruição. O descaminho é quando falta o recolhimento do tributo, nesse caso, vai a leilão.”
Pelo crime de contrabando, a PF efetuou, nos últimos seis meses, 18 flagrantes, contando com o de ontem. Os flagrantes de tráfico, no mesmo período, contabilizaram quatro, sendo que o último deles foi neste mês, com a apreensão de 160 quilos de cocaína.
Cédulas de dinheiro falsificadas também foram apreendidas de janeiro a julho. Foram 107 de notas de R$ 50,00 e 46 notas de dólares.