Internacional

Incursão em Gaza mata 24 palestinos

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Gaza - Em nova incursão na Faixa de Gaza, forças militares israelenses mataram ontem 24 palestinos, entre eles 12 militantes de grupos armados, duas crianças e a mãe delas e um deficiente físico. É o número mais alto de mortos na atual ofensiva de Israel na região em duas semanas. Israel aumentou a intensidade dos ataques em Gaza com o objetivo de deter os lançamentos de foguetes em direção a cidades israelenses e para realizar operação para libertar o soldado Gilad Shalit, 19 anos, capturado há um mês por militantes radicais palestinos.

Até o momento, a ofensiva no território contabilizava 140 mortos - metade deles formada por civis. Ao menos 70 pessoas ficaram feridas, incluindo um cameraman de uma rede de TV palestina. Seis estavam em estado grave.

A operação militar foi realizada com aproximadamente 50 veículos blindados, que destruíram hortas e estufas. O Exército de Israel afirmou que esses locais supostamente escondiam foguetes de fabricação artesanal Qassam. Tropas israelenses também tomaram posição no topo de várias casas.

Moradores afirmaram que receberam telefonemas de pessoas avisando que deveriam deixar suas casas porque a área seria bombardeada. Entre os militantes mortos estão integrantes do braço armado do Hamas, do grupo Jihad Islâmico e dos Comitês de Resistência Popular. No norte de Gaza, uma garota de 5 anos, sua irmã de 8 meses e a mãe delas foram mortas depois que disparos israelenses atingiram a casa onde viviam.

Ao mesmo tempo que tanques israelenses cruzavam a fronteira, helicópteros lançavam folhetos alertando aos moradores que a área iria ser atacada e para que permanecessem no interior de suas casas. Mais de 1.000 residentes da região também receberam ligações telefônicas avisando para que não escondessem armas ou dessem abrigo a militantes. O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, mais uma vez rejeitou libertar prisioneiros palestinos detidos em Israel, condição imposta pelos grupos para soltar o militar israelense capturado.

Avisos

Os observadores da Organização das Nações Unidas (ONU) mortos anteontem em ataque de Israel, que lançou mais de 14 bombas à região onde ficava o posto da organização, no sul do Líbano, enviaram dez avisos sobre sua localização e pedidos de cuidado ao Exército israelense seis horas antes de serem atingidos por um míssil certeiro, segundo oficial das Nações Unidas citado pela CNN.

Espiões

Forças de segurança libanesas detiveram ontem cerca de 50 suspeitos de espionarem para Israel nas últimas semanas, marcadas por intensos confrontos entre Israel e o Hizbollah. Ao menos 36 supostos informantes foram presos na região do vale do Bekaa, no centro-leste do Líbano, e em outras regiões do sul do país, que foram alvos de intensos bombardeios. Cerca de 22 foram detidos em Beirute, acusados de ajudar Israel a atingir alvos do Hizbollah.

Comentários

Comentários