Tênis nos EUA
O tênis americano vive um dos mais pobres momentos de sua história, tanto no masculino como no feminino. Não nos custa lembrar alguns americanos que marcaram a última década. Pete Sampras, Jim Courier e André Agassi, no masculino, e as irmãs Willians, Davemport e Jenifer Capriati, no feminino. Neste ano, até agora não houve um americano sequer em finais de Grand Slans.
A imprensa americana chega a dizer que o tênis americano não existe mais. Entre os dez primeiros do ranking, só existem dois homens e uma mulher. Com a aposentadoria anunciada de Agassi, os americanos ficarão sem grandes ídolos para motivar o público. Reuniões e mais reuniões são feitas por técnicos, dirigentes e empresários do tênis, com o intuito de que se formem novos campeões e ídolos, pois os maiores consumidores de material para a prática do tênis no mundo, sem dúvida, são os americanos. Mas um campeão de tênis não se fabrica, e não basta ter dinheiro e treinos mirabolantes.
Feminino brasileiro
Há duas semanas terminou o torneio profissional feminino de Campos do Jordão. Para nós brasileiros o resultado foi frustrante, tivemos uma única brasileira nas semifinais. Qual seria o motivo que o tênis brasileiro não dá certo? Maria Fernanda Alves, nossa melhor colocada no ranking mundial, sequer figura entre as 200 melhores. Não se pode dizer que lhe falta patrocínio, pois tem apoio de um instituto que banca todas as suas despesas e viagens. Também não é justo que falem que falta empenho da parte dela.
Enfim, faz a coisa certa e tem estrutura. As outras brasileiras abaixo dela vivem uma situação muito mais complicada. Anos atrás, Niege Dias e Patrícia Medrado chegaram entre as 50 do mundo. E o que falta para nossas tenistas da atualidade? Quais os principais problemas que elas passam? 1º - Desunião: raramente treinam juntas e chegam a torcer contra a amiga por inveja. 2º - Independência: os pais acham que devem dar palpites no trabalho de quadra. 3º - Motivação: chegam ao profissional com preparo físico inadequado e geralmente estão mais voltadas ao estudo e ao namorado. 4º Solidão: as meninas têm dificuldade de fazer longas viagens, ficam rapidamente entediadas.
Guga, nova lesão
Passamos da metade do ano e nós, apaixonados por tênis, continuamos esperando e torcendo pela recuperação e pela volta de Gustavo Kuerten (Guga) ao circuito. No início do ano ficou no banco de reservas na primeira rodada da Copa Davis, apenas participou da partida de duplas. A partir daí, cancelou alguns torneios até voltar no torneio do Sauípe, onde sua participação foi frustrante, perdendo logo na primeira rodada.
Essa derrota mostrou que Guga não estava curado e em condições de grandes apresentações. Voltou a fazer fisioterapia, desta vez com “Filé”, o mesmo que tratou Ronaldo “Fenômeno”. Passado algum tempo, voltou a se consultar com seu médico de quadril, o norte americano Mark Philipon, que acabou descobrindo uma inflamação em seu ombro, o que exigirá mais algum tempo de “molho”. Será que Guga voltará a tempo de disputar algum torneio ainda em 2006? Ou, será que voltará a disputar algum dia? Nos resta esperar e torcer.
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Dica
Para apanhar aqueles voleios (bola sem pingar) distantes, dê um passo cruzado. Se você der um passo com a perna mais próxima da bola observará que em muitos casos não poderá alcançar aqueles voleios mais distantes pelas laterais. Dê um passo cruzado e você chegará à bola. Dê um passo levemente para frente, pois seu peso adicionará mais impacto ao golpe.
Curiosidades
O Brasil já disputou 135 confrontos em Copa Davis. Sua primeira participação foi em 1932. Venceu 77 vezes e perdeu 58. O brasileiro que mais jogos fez nessa competição foi Thomaz Koch com 118, ganhou 74 vezes sendo 46 de simples e 28 de duplas, nos 44 confrontos em 16 anos que participou.
Regra
A altura da rede que divide a quadra de tênis deve ser de 91,4 cm no centro e de 1,07m nas laterais.