Bairros

Atividades na cidade não dão rentabilidade

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

Encontrar criações de animais ou pequenas plantações na área urbana, sobretudo em bairros de periferia, é algo comum na cidade. Mas para Maurício Lima Verde Guimarães, presidente do Sindicato Rural de Bauru, o papel dessas culturas é irrelevante economicamente.

“Não dá para levar em conta essas atividades, pois elas não dão rentabilidade alguma”, afirma. “No máximo o que pode dar um pequeno lucro é alguma horta localizada no meio urbano, mas isso é algo ínfimo, quando comparado ao montante total produzido pelas atividades do campo”, completa.

Segundo Guimarães, mesmo no espaço rural a agricultura deixou de ser um negócio lucrativo, ao menos quando se pensa em Bauru. “A maioria dos negócios só dá prejuízo. Os únicos setores rentáveis são o sucro-alcooleiro e de laranja, mas essas atividades são inexpressivas em nosso município”, afirma.

Para Guimarães, o problema da lucratividade dos negócios agrícolas está associado às demandas existentes no mercado.

“Hoje em dia, por exemplo, o que está em alta é a produção de álcool combustível. Isso é algo fácil de ser notado, pois as regiões que possuem usinas de cana-de-açúcar estão apresentando um crescimento maior que as demais”, argumenta.

Guimarães aponta outra dificuldade relacionada às atividades agrícolas do município, só que de ordem social. “A área rural de Bauru é dominada pela pecuária e isso faz com que diminuam os empregos no campo”, afirma.

O problema, segundo Guimarães, é o baixo uso de mão-de-obra na criação de animais. “Mesmo com largo uso de mecanização, uma plantação de 200 alqueires necessita do trabalho de cerca de 50 pessoas na época de colheita. Já uma criação de gado pode ser tocada por apenas dois funcionários”, calcula.

Para ele, seria importante que fosse revisto o modelo de produção agropecuária existente em Bauru. “Seria preciso pensar as atividades rurais de maneira integrada com a indústria, de modo que essa produção gerasse emprego à população da cidade”, conclui.

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