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Amapá negociou equipamentos médicos com valor acima do mercado

Folhapress
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São Paulo - O governo do Amapá comprou equipamentos médico-hospitalares da Planam no valor de R$ 3,4 milhões. A negociação foi efetuada em 2004, por meio da Secretaria da Saúde. No dia 29 de julho, há três empenhos realizados pelo governo - um deles de R$ 3,3 milhões. Os outros dois são de R$ 42 mil e R$ 47 mil. Os dados estão disponíveis para consulta no Sistema Integrado de Administração Financeira, no site do governo do Estado.

Os itens, comprados por unidade, foram adquiridos por meio de um pregão, vencido pela empresa de Luiz Antonio Vedoin, a Planam Comércio e Representação Ltda. No espaço dedicado à licitação, há apenas a palavra “dispensa”. No primeiro empenho, há ressuscitadores, eletroencefalografos, equipamentos de raio X, ventiladores pulmonares, entre outros.

Apesar de a Planam ter vencido o processo com a melhor oferta, a reportagem apurou que os preços dos produtos, mesmo sem a devida correção monetária, estão acima dos praticados no mercado hoje.

Entre os equipamentos, há, por exemplo, monitores multiparâmetro nos valores de R$ 47 mil (cinco unidades compradas) e R$ 61 mil (quatro unidades compradas): R$ 485 mil no total da despesa. Três empresas que vendem equipamentos médico-hospitalares - de Minas Gerais, São Paulo e Santa Catarina - procuradas pela reportagem avaliaram o mesmo produto, com todas as suas especificações, em valores inferiores: R$ 15 mil, R$ 25 mil e R$ 28 mil.

Uma pesquisa no sistema do governo mostra que o valor gasto com a Planam equivale a mais da metade de todo o ano de 2004 com equipamentos (cerca de R$ 6 milhões). Dessa quantia, uma parte se refere ainda a duas compras de equipamentos da Frontal, no dia 2 de julho de 2004. A empresa, segundo Vedoin, fornecia equipamentos para ambulâncias.

O governo adquiriu dela apenas dois aparelhos (um de raio X e um de ultrassonografia) por R$ 404 mil. Outro lado O secretário de Comunicação do governo do Amapá, Marcelo Roza, diz que não houve “dispensa” da licitação, como atesta o site. Em relação aos valores acima dos praticados hoje, diz que o Estado está realizando uma auditoria para verificar se há alguma irregularidade.

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