A mil, esses politicalhos fariseus, principalmente do topo da sede do Planalto, têm como única preocupação a vendagem criminosa das nossas riquezas, as quais passaram a chamar-se privatização aos grupos de alienígenas. E a cantilena continua seu curso. A qualquer preço, ainda no desgoverno que antecedeu o atual, que é o maior inimigo que o Brasil já teve, pela roubalheira desenfreada. Lembro-me muito bem do que ocorreu à Vale do Rio Doce, cujo valor em minerais é quase infindável, pela quantidade e qualidade. Foi um dos momentos mais críticos e cruéis que passamos e o máximo do entreguismo, o clímax da espoliação internacional para com o nosso povo. Com uma imensa claque dos vendilhões, FHC, com o maior dos entusiasmos, aplaudiu a deslavada roubalheira, alegando que o US$ advindo desta venda viria a ser utilizado para contemplar totalmente, o que está em abandono - o social e todos os aspectos dessa mesma área abrangendo o território brasileiro! Absoluta e incomensurável mentira; explico: o ínfimo valor da avaliação da Vale do Rio Doce não chega nem a um centímetro dos 20 bilhões de reais, os quais já foram injetados nos bancos, via “Proer”. Os ex-banqueiros continuam cada vez mais riquíssimos como potentados. E nós contribuintes e tudo quanto se possa imaginar estamos pagando mais esta conta purulenta e absurda e de pés descalços.
Nutro pelo meu país o maior orgulho, sem fanatismo; em contrapartida, o maior asco desses que têm no cargo eletivo, uma gazua, diria criminosa para saquearem tudo quanto nos pertence, de mãos entrelaçadas com os estrangeiros de todo o universo, que acabaram de fazer desta nação, simplesmente uma pocilga, pior, as leis não saem do papel e as que lá se encontram, da oitava Carta Magna de 1988, com pouco poder de fogo.
De norte, sul, leste e oeste só há comentários de roubalheira de toda ordem e como a ONU tornou-se mero “objeto decorativo”, não sabemos a quem recorrer para colocar atrás das grades esses bandidos. Liderança nenhuma, a exemplo de dezenas de homens públicos, na acepção da palavra, do passado-presente, n’alma e no coração, como comprovado no decorrer do tempo-espaço, do monstro sagrado de outrora, jornalista Carlos Frederico Werneck Lacerda: honradez, inteligência invulgar, orador ímpar, guerreiro sem par, excepcional administrador, justamente o oposto desses safardanas. A imprensa livre é a salvaguarda de um povo.
Arthur Monteiro de Carvalho Netto - jornalista sob n.º reg. 24.444-Min. Tb.