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PCC faz 4 atentados em Araraquara

Por Cláudio Dias | Tribuna Impressa, Especial para o JC
| Tempo de leitura: 2 min

Araraquara - A facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) chegou em Araraquara (117 quilômetros de Bauru) ontem, depois de iniciar a terceira onda de ataques, anteontem, principalmente na Capital. Na madrugada de ontem, os bandidos escolheram alvos diferentes, que vão de ônibus queimado a tiros na casa de uma família de policiais.

Investigações ajudaram a Polícia Militar (PM) a chegar a um acusado de integrar a facção, que estaria hospedado na cidade justamente para cometer os crimes. Ele teria reagido com duas armas e foi morto pela polícia.

Depois de sofrer quatro ataques, os policiais militares anteciparam uma operação que vinha sendo planejada para esta semana. Por volta das 6h, eles cumpriram sete mandados de busca e apreensão de pessoas suspeitas de integrarem a facção criminosa ou de estarem sendo aliciadas para participar dos atentados.

Ao entrar um hotel na avenida São Paulo, os militares encontraram o ex-presidiário Claudiomiro Bono, 38 anos, o “Miro”. Ele estava em liberdade desde 1 de março, quando saiu da Penitenciária de Itirapina.

O rapaz, que morava em São Carlos, segundo informações da PM, tem passagens por furto, porte de entorpecente, roubo, seqüestro, cárcere privado, dano, tráfico de drogas e lesão corporal.

Agentes penitenciários lembram que ele é suspeito de ter matado um preso dentro da unidade local anos atrás. Ontem, armado com um revólver calibre 38 e uma pistola calibre 765, ele disparou várias vezes quando a polícia invadiu o hotel, houve reação.

O acusado de ter participado dos ataques momentos antes levou um tiro no peito e outro de raspão nas costas. Ele ainda foi socorrido, mas morreu no hospital. Segundo a PM, ele é de São Carlos e estava na cidade desde terça-feira passada. As investigações levam a crer que ele estava com ordem da cúpula do PCC para agir em Araraquara.

A PM desmente que houvesse determinação para agir contra diretores da penitenciária. Além das armas, junto com o integrante da facção foram apreendidas munições e um pouco de droga.

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Luto na Penitenciária

Bastou que os presos da Penitenciária de Araraquara fossem avisados da morte de um dos integrantes do PCC, Claudiomiro Bono, 38 anos, o “Miro”, para que fosse declarado um luto geral. Segundo informações obtidas pela reportagem, lideranças da unidade local lamentaram a perda e, agora, estudam novas táticas de guerrilha urbana.

Nem pessoas ligadas ao sistema sabem afirmar se a facção recuará ou tentará vingar a morte do integrante. O luto ainda seria espalhado para outras unidades prisionais do Estado.

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