QUASE LÁ, TCHÊ
No duelo entre criador e criatura quem venceu foi o Internacional, em noite de Rafael Sóbis. O jogo de quarta-feira marcou o confronto entre o técnico Muricy Ramalho e seus ex-comandados. Foi o treinador são-paulino quem montou a base da equipe de Abel Braga, em 2005, quando o Inter sagrou-se vice-campeão brasileiro. Com a bela vitória na primeira partida da decisão, os gaúchos - que disputam a segunda final da Libertadores - ficaram com a faca e o queijo. Um empate na próxima quarta-feira, no Beira-Rio, dará ao time da casa o inédito título da competição continental. Já o São Paulo - que disputa sua sexta final -, terá que vencer por dois gols de diferença para levantar a taça. Tarefa dificílima. Afirmei ontem, que considero o Tricolor melhor tecnicamente do que o Internacional, mas o time visitante foi superior. Acho que o fator mais importante para o resultado foi a expulsão de Josué, logo no começo da partida. Sem um dos seus principais operários da bola no meio-campo, a equipe de Muricy encontrou dificuldades na cobertura dos laterais, além da saída de bola em velocidade. E achei rigorosa a expulsão do volante, que tentou dar a cotovelada. Quanto ao cartão vermelho para Fabinho, sei lá! Mas o placar de 2 a 1 foi justo.
TRICOLORES
No jogo de quarta-feira, a locução do Morumbi, tradicionalmente motivadora dos torcedores, estava bem mais são-paulina do que antes. Depois de chamar o estádio de “Moruntri’’ e vibrar com a sexta presença do time da casa em finais de Libertadores, o locutor fez questão de lembrar a classificação do Brasileiro, liderada pelo São Paulo. A citação do Corinthians como último colocado foi a deixa para que os torcedores tricolores tripudiassem os rivais alvinegros. Até o jogo com Chivas, pelas semifinais, a tabela era ignorada pela locução da arena.
COLORADOS
Três mil torcedores do Inter contra quase 70 mil do São Paulo. No entanto, apesar do pequeno número, os gaúchos não pararam de cantar um minuto sequer. Aos gritos de “vamo, vamo Inter”, os colorados embalaram seus guerreiros que conquistara uma histórica vitória em pleno Morumbi.
OUTRA BRIGA
Mais uma briga no Corinthians, o lanterna do Campeonato Brasileiro. Depois do desentendimento entre Mascherano e Carlos Alberto na última semana, a fita ontem foi Marcelinho x Mascherano. O argentino levou uma entrada forte do brasileiro e não gostou. Houve bate-boca, e em seguida, o volante empurrou o meia, que não reagiu. Mascherano ficou ainda mais irritado depois de levar uma bronca de Geninho, e acabou abandonando o treinamento. O Corinthians vai mal tecnicamente e os dirigentes não conseguem nem evitar as desavenças no elenco.
AUMENTO
Matéria da Agência Estado diz que desde o início do Plano Real, em julho de 1994, os preços das entradas para jogos de futebol em São Paulo acumulam alta de 292,65%.
TIME LEÃO
Um leitor identificado apenas por Paulão, pede para a gente dar uma força ao Leão XIII, que venceu o Jaraguá quarta-feira, pelo campeonato da Liga Bauruense de Futebol Amador. Paulão desligou o telefone rapidinho, sem explicar se é dirigente ou torcedor da equipe. Mas valeu, amigo. E parabéns, Leão XIII, porque a vitória de 2 a 0 foi contra um time fortíssimo, vice-campeão da primeira fase.
PARANÁ/CATARINA
O Coritiba foi campeão brasileiro de 1985, mas até o início da década de 90, quem mandava no futebol do Paraná era o interior, mais precisamente o norte do Estado. Em vários anos seguidos, o quadrangular final era disputado por Londrina, Maringá, União Bandeirantes e Matsubara. Agora, vocês sabem, só dá o trio de ferro da capital - Atlético, Coritiba e Paraná. A mesma coisa acontece em Santa Catarina. Quando eu trabalhava na revista Placar, acompanhava bastante o Joinville Esporte Clube (JEC), heptcampeão nos anos 80. Quando não era JEC, era o Criciúma que conquistava o título estadual. O Criciúma foi campeão da Copa do Brasil em 1991. Hoje, disputam a Série C, enquanto os dois da capital, Figueirense e Avaí, estão por cima.
MEMÓRIA
Campeonato Brasileiro de 2001: Vasco 7 x 1 São Paulo em São Januário. Romário 3, Gilberto, Léo Lima, Euller e Dedé marcaram para os cariocas. França fez o gol de honra para o Tricolor. O jogo estava 0 a 0 quando Rogério Ceni foi expulso de campo. Um goleiro chamado Alencar entrou no lugar de Adriano e aí a vaca foi pro brejo. O árbitro Carlos Eugênio Simon expulsou outro são-paulino, Gustavo Nery. Vasco: Helton; Rafael (Eli Tadeu), Geder, João Carlos e Gilberto; Donizete, Jamir (Dedé), Fabiano Eller e Léo Lima; Euller e Romário. Técnico: Antônio Lopes. São Paulo: Rogério Ceni; Belletti, Émerson, Júlio Santos e Gustavo Nery; Fábio Simplício (Leonardo), Maldonado, Adriano (Alencar) e Kaká; Luís Fabiano (Dill) e França. Técnico: Nelsinho Baptista.