Polícia

Ajudante geral morre eletrocutado ao podar árvore em rua da Vila Cardia

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 3 min

Todo cuidado é pouco na hora de mexer com a fiação elétrica. Foi o que faltou a um rapaz ontem, na Vila Cardia, em Bauru. O ajudante geral Luiz Eduardo Costa Vicente, 21 anos, morreu eletrocutado quando podava os galhos de uma árvore que fica em frente à sua casa, na rua Minas Gerais. Ele usava uma foice para fazer o serviço e acabou morrendo eletrocutado - ainda não se sabe se ele ou a ferramenta encostou num dos fios da rede de energia da rua.

De acordo com a assessoria de comunicação da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), o cabo que liberou a descarga de energia faz parte da rede primária de eletricidade e pode concentrar uma corrente elétrica de até 15 mil volts. O rapaz, segundo o delegado de polícia Dinair José da Silva, estava sem nenhum equipamento de segurança para fazer a poda da árvore.

“A vítima não estava adequadamente equipada. Vamos aguardar o laudo pericial para saber se ele ou a foice encostou no fio”, diz o delegado. Uma vizinha de Vicente, que pediu para que seu nome fosse preservado, disse que não sabe porque o rapaz resolveu fazer o corte, já que a CPFL havia feito a poda há poucos dias.

“Achei estranho, porque não tinha necessidade. A árvore estava podada. Ouvi alguns familiares dizerem que pediram para que ele não subisse, mas ele não atendeu”, acrescenta a moradora. A tenente do Corpo de Bombeiros Luciana Soares, que comandou a operação de resgate da vítima, diz que Vicente morreu no instante em que recebeu a descarga de energia.

Segundo ela, o rapaz só não despencou da árvore porque ficou preso entre os galhos. Soares acredita que se a vítima tivesse prezado pela cautela antes de subir na árvore, poderia ter evitado o acidente. “É preciso observar a rede elétrica antes de fazer uma poda de árvore. Não se deve subestimar o perigo. O mais recomendável é solicitar o serviço para profissionais da área, à CPFL ou até ao Corpo de Bombeiros”, orienta. Ela lembra que materiais como escada e capacete são essenciais na realização do serviço. Segundo a assessoria de comunicação da CPFL, a companhia só é responsável pela poda quando o problema interfere na rede elétrica. Caso contrário, o serviço deve ser feito pela prefeitura.

Fernanda Pinheiro, diretora do Departamento Zoobotânico da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), diz que o órgão recebe cerca de dez pedidos de poda de árvore por dia. Entretanto, a solicitação tem de ser feita mediante o preenchimento de um formulário, que é preciso ser respondido e protocolado na própria secretaria.

A diretora adianta que o procedimento não tem custo e não pode ser feito por telefone. Ela também informa que os pedidos são atendidos de acordo com a necessidade de cada caso. A Semma fica na avenida Nuno de Assis, 14-60, no Centro de Bauru, telefone 3235-1080. O contato com a CPFL deve ser feito através do telefone 0800-0101010.

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