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Ney Suassuna nega relação entre saída da liderança e sanguessugas

Folhapress
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São Paulo - O senador Ney Suassuna (PMDB-PB) ocupou ontem a tribuna do Senado Federal para justificar oficialmente a decisão de deixar a liderança do PMDB no Senado. Suassuna, que é acusado de envolvimento com a máfia das ambulâncias, disse que vai se afastar da liderança por dois meses para se dedicar integralmente à campanha eleitoral ao Senado.

O senador minimizou a versão de que teria deixado o cargo após pressão da bancada peemedebista no Senado, uma vez que será investigado pelo Conselho de Ética como um dos acusados de participação no esquema da compra superfaturada de ambulâncias. “Não sou homem de fugir da luta. Indico o nome do senador Wellington Salgado (PMDB-MG) para me substituir interinamente”, disse.

O senador disse que vai aguardar com “serenidade” o julgamento do seu processo no Conselho de Ética. A CPI dos Sanguessugas recomendou a abertura de processo de cassação contra Ney Suassuna e os senadores Magno Malta (PL-ES) e Serys Slhessarenko (PT-MT), além de outros 69 deputados - todos por suposto envolvimento com a máfia das ambulâncias. Além de deixar a liderança do PMDB, Suassuna anunciou que vai se afastar do Conselho de Ética para evitar “constrangimentos”.

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