Internacional

Governo de Israel suspende seu plano de retirada da Cisjordânia

Folhapress
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Gaza - Israel anunciou ontem a suspensão de seu plano de retirada unilateral da Cisjordânia, devido à guerra contra o Hizbollah no Líbano e à necessidade de recuperação de áreas no norte israelense atingidas por foguetes do grupo terrorista xiita. De acordo com o jornal israelense “Haaretz”, o premiê Ehud Olmert disse em reuniões nesta semana que a retirada deixou de ser uma prioridade e passou a ser “inoportuna”.

“Foi o que o premiê disse”, confirmou Asaf Shariv, assessor de Olmert. “Não é que a retirada tenha sido suspensa, mas não está na agenda. Vamos colocar nossos esforços em outras coisas”.

O plano não será retomado “no futuro próximo”, acrescentou o ministro dos Transportes, Meir Sheetrit. O chamado “plano de convergência” previa o desmantelamento de parte dos assentamentos judaicos na Cisjordânia, território palestino ocupado desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967. Outros seriam anexados.

O plano, posto em marcha com a retirada da Faixa de Gaza, em 2005, foi idealizado pelo ex-primeiro-ministro Ariel Sharon e sempre sofreu a oposição dos palestinos.

A guerra com o Hizbollah e os contínuos disparos da Faixa de Gaza contra território israelense alimentaram as críticas internas de que uma retirada unilateral não garante a proteção do país. Ontem, tropas israelenses mataram ao menos dois militantes do grupo terrorista Jihad Islâmico próximo à fronteira de Gaza.

Olmert também manifestou oposição à criação de uma comissão pública de inquérito sobre a guerra no Líbano, como defende a oposição, em meio às críticas de que a ofensiva foi mal planejada. Segundo o “Haaretz’’, o premiê argumenta que a conduta do governo não pode ser examinada porque suas ações foram baseadas em considerações políticas.

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