Internacional

Preso o secretário-geral do Parlamento palestino

Folhapress
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Beirute - Um dia após prenderem o vice-premiê palestino, Nasser Shaer, as forças israelenses detiveram o secretário-geral do Parlamento, Mahmoud al Ramahi, em Ramallah (Cisjordânia). Ambos são membros do Hamas, o grupo terrorista cuja ala política domina o governo palestino e que é alvo de uma ofensiva política e militar israelense ampliada após a captura, há sete semanas, de um soldado de Israel por milícias islâmicas.

Militares e membros da inteligência israelense prenderam Ramahi ontem, na casa dele, na Cisjordânia, afirmaram as forças israelenses em um comunicado, sem divulgar detalhes.

Ramahi vinha se escondendo desde a captura do cabo Gilad Shalit pelas milícias, em 25 de junho. Ele é o quarto membro mais importante do Parlamento, encarregado de questões administrativas e protocolares.

O Hamas acusa Israel de tentar solapar a formação de um governo de coalizão nos territórios ocupados. Na última semana, o presidente moderado Mahmoud Abbas, do Fatah, dissera que o grupo estava disposto a negociar a suspensão dos ataques contra Israel a partir de Gaza -condição essencial para retomar as negociações de paz.

Já Israel alega que as prisões são um ato legítimo contra o grupo terrorista. “As medidas que temos tomado nos territórios, inclusive as prisões, têm a ver com manutenção da segurança e a prevenção do terror”, disse David Baker, do gabinete do premiê Ehud Olmert.

As relações entre os governos israelense e palestino pioraram no início do ano com a vitória do Hamas nas urnas e um subseqüente bloqueio econômico imposto ao governo do grupo por Israel. A captura de Shalit, em junho, levou Israel a retomar as ações militares contra os territórios e a prender mais de 40 membros do Hamas, incluindo nove ministros (quatro dos quais já foram soltos).

O premiê Ismail Haniyeh afirmou que as prisões são uma tentativa de “criar obstáculos’’ para a formação de um governo de coalizão, em declarações que encontraram eco no Fatah: “Há um consenso entre os palestinos de que é difícil avançar se seus ministros e parlamentares estão na cadeia”.

Ontem, o chanceler turco, Abdullah Gul, reuniu-se com Abbas e pediu a libertação de Shalit para que o diálogo seja retomado. Os militantes que o mantêm exigem a libertação de prisioneiros palestinos em troca, o que Israel rechaça.

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