Internacional

Mercado para obesos movimenta o equivalente a um Chile nos EUA

Folhapress
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Washington - De berços e cadeiras de bebês a caixões, de guarda-chuvas a hotéis exclusivos, de cadeiras sem braços (para evitar que se fique preso) a camas com estrutura de aço reforçada. O mercado de bens e serviços voltados à obesidade nos EUA movimenta US$ 117 bilhões ao ano, valor equivalente ao PIB de um país como o Chile.

O levantamento, do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), foi feito a partir de projeção da cobrança de impostos. Do outro lado, a indústria do emagrecimento mobiliza US$ 33 bilhões anuais.

Segundo o estudo do CDC, 71% dos homens, 61% das mulheres e 33% das crianças estão acima do peso ideal nos EUA. Do total da população, 64% são considerados obesos (quando o índice de massa corporal - peso dividido por altura elevada ao quadrado - é superior a 30). A loja Amplestuff.com diz vender de tudo para “pessoas grandes”, menos roupa.

As concorrentes Large Directory.com e SuperSizeWorld.com oferecem serviços de busca de produtos em mais de 5 mil lojas especializadas. “Não posso dizer aos clientes que percam peso”, diz William Fabrey, dono da Amplestuff (coisas amplas, numa tradução literal). A idéia de abrir um negócio voltado para o mercado da obesidade, diz Fabrey, surgiu a partir de queixas de uma amiga de que não encontrava produtos básicos, como esponjas de banho com cabos mais longos ou cadeiras mais resistentes.

A indústria automotiva tem feito em carros cada vez mais largos para acomodar pessoas maiores; todos com extensores de cintos de segurança. Até roupas de bebês já são vendidas no tamanho GGG e carrinhos de passeio e cadeiras vêm mais resistentes e mais largas.

Em todo o país já existem academias de ginástica segmentadas para quem está “acima do peso”. Na entrada, o teste da balança. Pesou menos de 100 quilos, não entra. É uma maneira, dizem, de não submeter os obesos ao suposto constrangimento de se exercitar ao lado de pessoas em (boa) forma.

Em seu site na Internet, a funerária Batesville Casket chama os caixões GGG de “pequenos cômodos mais largos para a ‘viagem final da vida’”. O aumento do peso, revela o CDC, é inversamente proporcional à expectativa de vida, com diferença de até cinco anos, impacto maior que doenças cardíacas e câncer.

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