Internacional

Hamas anuncia um acordo com Fatah, mas não reconhece Israel

Folhapress
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Ramallah - O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, anunciou ontem ter chegado a um acordo com o primeiro-ministro palestino, Ismail Haniyeh, para a formação de um governo de união nacional. O entendimento, que vem sendo costurado há mais de dois meses, visa reduzir o isolamento dos palestinos e permitir o reinício do fluxo de doações estrangeiras, congelado desde março, quando o grupo Hamas, de Haniyeh, assumiu o poder.

De ideologia islâmica - o Fatah, de Abbas, é secular -, o Hamas foi responsável por dezenas de ações terroristas contra civis israelenses. “Nós finalizamos os elementos da agenda política do governo de união”, afirmou Abbas, sentado ao lado de Haniyeh, em um pronunciamento transmitido pela TV palestina. “Espero que nos próximos dias nós comecemos o governo de união nacional.”

A agenda política conjunta, porém, não deverá incluir o reconhecimento de Israel por parte do Hamas e o abandono da luta armada, condições para a suspensão do boicote internacional ao governo palestino. “As linhas de qualquer agenda política não prejudicarão a legitimidade da resistência contra a ocupação israelense”, disse Haniyeh.

A Chancelaria israelense reagiu com ceticismo ao acordo. O governo dos EUA declarou que só comentará quando tiver mais detalhes. Um assessor de Abbas disse ontem que o gabinete controlado pelo Hamas seria declarado interino em 48 horas.

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