Regional

Transporte, alimentação, material de segurança e banheiros estão irregulares

Ricardo Santana
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Pederneiras - Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) utilizados pelo cortador de cana Joel Jesus Araújo, 22 anos, são considerados inadequados. A empresa Jair Osvaldo Daré e Outro é acusada de não fazer reposição. Os trabalhadores também estavam sem ferramentas.

Também foi constatado pelos auditores que os trabalhadores recebem R$ 0,11 por metro de cana cortado - chegam a cortar de 200 a 300 metros de cana por dia - quando pela convenção trabalhista da região o preço acordado é de R$ 0,25 o metro cortado. Os cortadores de cana cortam de sete a oito ruas por dia, mas só recebem por cinco ruas de cana, pois as duas restantes servem para cobrir os gastos com alojamento, outra contravenção penal.

O ônibus que carrega os lavradores não possui saídas de emergência e faz transporte de carga ao mesmo tempo em que leva os cortadores de cana para as residências ou frentes de corte.

O encarregado Vandir Cafeo explica que banheiros foram comprados em junho, mas não foram entregues. O ônibus deveria ter o banheiro em forma de tenda, mas o dispositivo não estava instalado e ele não soube explicar o motivo. Com isso, os trabalhadores, inclusive mulheres, tinham que improvisar na roça de cana.

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