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Luiz Antônio Vedoin e genro de senadora se contradizem em acareação

Folhapress
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Brasília - A acareação entre as principais testemunhas no processo por quebra de decoro parlamentar da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) não contribuiu para avanços nas investigações. O empresário Luiz Antônio Vedoin, sócio da Planam, e o genro da senadora, Paulo Roberto Ribeiro, apresentaram versões distintas ao Conselho de Ética do Senado sobre o suposto envolvimento de Serys na máfia das ambulâncias. “Só com um detector de mentiras, porque as contradições são muitas e alguém está mentindo. Vamos ter que partir para provas materiais”, disse o relator do processo, senador Paulo Octavio (PFL-DF).

O genro da senadora afirmou que recebeu apenas um cheque da Planam, no valor de R$ 37,2 mil, referente à venda de materiais hospitalares para a empresa - que comandava o esquema de compra superfaturada de ambulâncias por meio de emendas parlamentares. Vedoin disse que, se o cheque existiu, foi para o pagamento de propina- e não a venda de material. Paulo Roberto negou ter recebido R$ 35 mil, como denunciou Vedoin, como suposta propina que teria sido repassada à senadora para a apresentação de emendas parlamentares. Ele também negou ter participado do esquema de fraudes.

O empresário, no entanto, reiterou que pagou R$ 35 mil ao genro da senadora como adiantamento para a liberação de emendas à Planam. “Combinamos esse valor em comum acordo”, disse Vedoin. Paulo Roberto rebateu a afirmação. O genro do empresário Darci Vedoin, Ivo Spínola, que também participou da acareação, disse que presenciou a entrega do cheque a Paulo Roberto. “Ele recebeu o dinheiro em um envelope”, disse.

Apesar de ter admitido o pagamento da propina, Vedoin isentou a senadora Serys das negociações. “Eu admito que estava correndo risco ao adiantar o dinheiro para o genro da senadora, porque ele não falava em nome dela. Eu corri muitos riscos nas negociações e perdi muito”, afirmou Vedoin. O genro da senadora também garantiu que não agiu a mando de Serys. “Eu nunca tratei de nenhum assunto da senadora Serys, muito menos teria recebido dinheiro em nome dela para a apresentação de emendas”, disse.

Além da contradição sobre os cheques, Paulo Roberto e Luiz Antônio Vedoin também divergiram sobre a data em que se encontraram pela primeira vez.

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