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Estudo aponta riscos cardiovasculares na utilização de Voltaren e Cataflam

Folhapress
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São Paulo - Uma ampla revisão de dezenas de estudos demonstrou que o diclofenaco - princípio ativo dos tradicionais antiinflamatórios Voltaren e Cataflam, da fabricante suíça Novartis - pode aumentar em 40% os riscos de problemas cardiovasculares, principalmente ataque cardíaco e morte súbita. O diclofenaco também é vendido como genérico no Brasil.

A informação alarmante foi divulgada ontem pela edição on-line da revista “Nature”. Os riscos cardiovasculares da droga são tão graves quanto os apresentados pelo antiinflamatório Vioxx - o laboratório norte-americano Merck, quarto maior do mundo, retirou o produto do mercado em setembro de 2004, após um estudo ter mostrado o aumento do risco da ocorrência de ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs) em alguns pacientes.

A revisão sobre as pesquisas anteriores, publicada no “Journal of the American Medical Association”, analisou 23 estudos que envolveram 1,6 milhão de pacientes. O diclofenaco, uma droga antiinflamatória não esteróide, está há décadas no mercado e, segundo a reportagem da revista, é uma das substâncias do tipo mais prescritas no mundo. Os autores do estudo defendem uma revisão da regulamentação do diclofenaco.

Especialistas entrevistados pela “Nature” apontaram o naproxeno como um medicamento equivalente ao diclofenaco que não eleva riscos cardíacos. Novartis Em nota, a Novartis afirmou que o tipo de estudo realizado “não é aceito pelos órgãos reguladores como evidência clínica para suporte de registro de produto”.

O texto afirma ainda que outros estudos científicos não indicam aumento de risco cardiovascular relacionado ao uso do diclofenaco. A Novartis afirma ainda que o estudo não levou em consideração dados favoráveis ao remédio e que considera o resultado do levantamento questionável. A empresa não pretende retirar os medicamentos de circulação.

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