Política

Para PV, há desvio de foco sobre dossiê

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 2 min

Em visita a Bauru ontem, onde se reuniu com militantes do PV e caminhou pelo Calçadão da Batista, o candidato a governador de São Paulo Cláudio de Mauro argumentou que os recentes escândalos sobre compra de suposto dossiê contra tucanos estão sendo usados para desviar o foco da acusação principal, a eventual participação de José Serra no escândalo das sanguessugas.

Para ele, o chamado “escândalo do dossiê”, é uma tentativa de blindar o PSDB e o candidato tucano a governador, José Serra, que teve o nome envolvido com a menção de sua presença em evento, há alguns anos, de entrega de ambulâncias que, neste ano, sofrem denúncia de terem sido compradas com superfaturamento, o esquema conhecido como “sanguessugas”.

“Há um movimento intenso, produzido por setores da mídia, de setores governamentais e empresariais, que estão tentando blindar o PSDB. Isso é uma estupidez, o Brasil tem que ser passado a limpo”, disse.

Segundo ele, a impressão é que existe um “acordão” nacional para reeleger o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e para eleger José Serra no Estado de São Paulo. “Parece que estão querendo fazer uma divisão dos espaços e da estrutura de poder. Mas a população está atenta e tenho certeza que ela vai reagir duramente a essa tentativa de fazer um pacto de elites para defender o interesse daqueles que estão levando vantagem nos governos estabelecidos”, ressaltou.

Sobre a tentativa de compra do suposto dossiê, por parte de integrantes do PT, de Mauro defendeu rigor nas investigações. De acordo com ele, é necessário punir as pessoas que cometeram irregularidades, mas também identificar se de fato os responsáveis pelo PSDB estavam envolvidos. “Se são sanguessugas, usaram dinheiro de ambulâncias para resolver seus problemas pessoais. Isso não tem cabimento”, frisou.

De Mauro lembrou o episódio da senadora Roseana Sarney (PFL-MA), que era virtual candidata à presidência da República em 2002, mas por causa de imagens divulgadas em rede nacional, mostrando dinheiro aprendido na empresa do marido dela, foi alijada do processo eleitoral à época.

Segundo de Mauro, na ocasião foram utilizadas formas ilícitas de investigação para comprometer a candidatura de Roseana. “Aquilo eclodiu de uma maneira que ela praticamente ficou impossibilitada de ser candidata”, destacou.

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