Turismo

Tapajós: O encontro de dois “gigantes”

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 2 min

O rio Amazonas, de águas barrentas e marrons, e o Tapajós, de águas limpas e azuis, escolheram o Pólo Tapajós para se encontrar. Mas com um detalhe que faz toda a diferença: as águas correm lado a lado e não se misturam, promovendo um espetáculo único e só possível no Pará.

O pólo Tapajós é formado pelas localidades de Alenquer, Almeirim, Juruti, Monte Alegre, Óbidos, Oriximiná e Santarém.

Alenquer é considerada uma cidade mística, a “Cidade dos Deuses”, por conta de formações geológicas impressionantes, cavernas e pela presença de pinturas rupestres. Todas as suas cachoeiras são dignas de nota, com destaque para as Cachoeirinha, Cajuti, Benfica, Japi, Brigadeiro, Cumaru, Tracajá e Pilão.

Fica bem distante da Capital, Belém: mais de 700 quilômetros, que podem ser vencidos de avião (via Santarém) e de lá através de pequenos aviões (mono ou bimotor), que sobrevoam a floresta amazônica.

De barco, a partir de Belém, leva-se três dias, no mínimo, em tour pelo rio Amazonas até Santarém. De lá até Alenquer computam-se mais duas horas, em barcos e lanchas.

Almeirim, distante 457 quilômetros de Belém, é banhada pelos rios Amazonas, Paru e Jari e tem como principal atrativo o encontro das águas dos rios Amazonas e Paru, que possuem densidades e temperaturas diferentes.

Suas cachoeiras são impressionantes por conta da vazão das águas, com destaque para a exuberante Cachoeira do Pañama, com muitas quedas d’ água, distante duas horas da cidade, no rio Paru.

Almeirim é uma cidade centenária. Existem duas versões para sua origem: a construção de um forte pelos holandeses em uma aldeia chamada Paru e a construção de uma aldeia pelos frades capuchos de Santo Antônio, para a catequese dos índios da região.

Faz parte também do Pólo Tapajós a pequena e acolhedora Juruti, cidade dominada por cursos de água: rios, lagos de várzea e igarapés; Monte Alegre, que oferece um cenário diferente e misterioso com sítios arqueológicos importantíssimos, que podem provar que os primeiros habitantes do continente americano viveram na Amazônia; Óbidos, considerada cidade irmã da Vila de Óbidos, em Portugal, que além do nome herdou a cultura do colonizador português, com ruas estreitas e ladeirosas, mercearias de esquina e amplos sobrados e casarios que datam dos séculos 17,18,19 e 20; Oriximiná, onde é realizada a mais pitoresca das procissões fluviais no rio Trombetas; e a grande, bela e hospitaleira Santarém.

Comentários

Comentários