UM CLÁSSICO DOS CONTRASTES
Após a goleada de 6 a 1 que o Palmeiras levou do Figueirense, em abril, o técnico Émerson Leão perdeu o cargo. O auxiliar Marcelo Vilar assumiu, dirigiu dois jogos, e o Verdão foi eliminado da Taça Libertadores pelo São Paulo. Cinco meses depois, a mesma fita. Tite não aguentou as críticas e caiu após a derrota de quinta-feira, para o lanterna Santa Cruz. Severino - digo, Vilar, o quebra galho, volta a assumir a função de técnico e justamente contra o São Paulo, mas desta vez pelo Campeonato Brasileiro. O duelo entre Alviverde e Tricolor, em Presidente Prudente, é também marcado por contrastes, assim como no jogo de Florianópolis, em abril. Naquele mês o Palmeiras atravessava séria crise e afundava-se na zona de rebaixamento. Atualmente, o time do Palestra Itália só não figura entre os quatro principais condenados ao descenso, porque tem uma vitória a mais do que o Goiás. De outro lado, o São Paulo está em alta - é o líder isolado. O clássico dos contrastes será o quinto jogo entre os dois times esse ano. Até aqui, três vitórias dos são-paulinos e um empate.
DECISÃO NO SUL
Internacional e Corinthians enfrentam-se no Beira-Rio. Para o Colorado, só a vitória interessa, se quiser continuar lutando pelo título. Depois de duas derrotas seguidas, o time gaúcho caiu para a quarta colocação, nove atrás do São Paulo, e se for derrotado hoje, ficará mais distante ainda do líder. O Corinthians, por sua vez, é o décimo-quarto colocado, e precisa vencer, para se desgarrar de vez da zona de rebaixamento. Se o Timão conseguir os três pontos, se aproxima da briga por uma vaga na Libertadores. Teremos, portanto, uma decisão. Assim pode ser definido o confronto desta tarde no Sul.
DÁ-LHE, PEIXE
Depois de somar apenas um ponto nos seis últimos disputados, o Santos enfrenta o Flamengo buscando a reação no Brasileiro. Outra coisa: o alvinegro praiano tenta quebrar um tabuzinho que já está lhe incomodando: não venceu ainda times cariocas na Vila Belmiro. Em três partidas, aconteceram dois empates e uma derrota. A equipe de Fábio Costa e Maldonado está em terceiro, enquanto o Flamengo precisa subir mais na classificação e sair de perto da zona de rebaixamento.
DEVAGARINHO
Com o domínio do ABC, os Jogos Abertos do Interior terminaram ontem, e a campanha de Bauru em São Bernardo do Campo foi péssima - apenas uma medalha de prata. E o secretário Edison Maitino já admitiu que a prioridade é o esporte de lazer, como escolinhas... Claro que incentivar crianças e criar escolinhas são importantes, mas quem é do ramo prefere o esporte competitivo - época do vôlei com Pedro Macéa e do basquete, com Caio Coube e Noroeste na Primeira Divisão - do que jogo de gordo e magro ou casado x solteiro. Porém, tudo em Bauru “é devagar, devagarinho”, já diz o samba do Martinho da Vila.
SEM MEDALHA
Como era esperado, o Brasil não conseguiu passar pela favorita equipe dos Estados Unidos e terminou o Mundial de Basquete feminino sem medalha. Com a derrota de ontem no Ibirapuera, a seleção dirigida por Antônio Carlos Barbosa repetiu as campanhas de 1953, 1957 e 1998, quando terminou em quarto lugar. Já as norte-americanas, que viram cair uma hegemonia de 12 anos e 50 jogos sem perder em Mundiais e Olimpíadas, garantiram o bronze. Mesmo com a frustração de ficar fora da decisão, os EUA foram superiores desde o início do jogo.
VALEU, SARETTA
A chuva atrapalhou a série Brasil x Suécia pela Copa Davis. Os dois jogos de simples deveriam ser na sexta-feira, mas foram adiados devido ao aguaceiro que atingiu Belo Horizonte. Ficaram para ontem, a partir das 10h, mas houve apenas um jogo e depois do meio-dia. O confronto entre Ricardo Mello e Robin Soderling ficou hoje, por falta de iluminação natural. De positivo a vitória de Flávio Saretta, que colocou o Brasil em vantagem. A disputa em BH vale uma vaga na elite do tênis mundial.
MEMÓRIA
Campeonato Paulista de 1989: Corinthians 2 x 0 Noroeste, no Pacaembu, gols de Marcos Roberto e Gilberto Costa. Árbitro: Arnaldo César Coelho. Público pagante: 14.674. Corinthians: Ronaldo; Wilson Mano, Marcelo Djian, Dama e Dida; Márcio (Giba), Gilberto Costa e Sérgio Gil (Paulinho Gaúcho); Marcos Roberto, Ribamar e Mauro. Técnico: Ênio Andrade. Noroeste: João Carlos; Luís Antônio, Maurício Cosin, Modesto e Marcos Coco; Josemar, Fabinho e Doni; Lela, André (Da Costa) e Fajardo (Doacir). Técnico: Paulo Emílio.
DÁ-LHE, NORUSCA
Aqui, uma frase novíssima, que nunca foi pronunciada: a esperança é a última que morre. Brincadeira à parte, o Noroeste tem a difícil missão de vencer os três jogos e se classificar. A tarefa começa hoje, em Minas