Ser

Comportamento: Com licença...

Glorinha Braga Ortolan*
| Tempo de leitura: 3 min

Relacionamento com os idosos

“Bem-aventurados aqueles que compreendem meus passos vacilantes e minhas mãos trêmulas;

Bem-aventurados os que levam em conta que meus ouvidos captam com dificuldades, por isso procuram falar mais alto e pausadamente;

Bem-aventurados os que percebem que meus olhos já estão nublados e minhas reações são lentas;

Bem-aventurados os que desviam o olhar, simulando não ter visto o café que, por vezes, derramamos sobre a mesa;

Bem-aventurados os que sorriem e conversam comigo;

Bem-aventurados os que nunca dizem: - Você já me contou isso tantas vezes;

Bem-aventurados os que sabem dirigir a conversa e as recordações para coisas dos tempos passados;

Bem-aventurados os que me ajudam a atravessar a rua e não lastimam o tempo que me dedicam;

Bem-aventurados os que compreendem quanto me custa encontrar forças para carregar a minha cruz;

Bem-aventurados os que amenizam os meus últimos anos sobre a terra;

Bem-aventurados todos aqueles que me dedicam afeto e carinho, fazendo-me assim pensar em Deus”.

Quando caminhar com um(a) idoso(a), ande divagar, ofereça o seu braço para que ele(a) se sinta mais seguro.

Deixe o caminho livre e bem claro.

Cuide para não deixar cadeiras, bolas, sapatos, fios ou qualquer outra coisa pelo caminho que ele(a) costuma passar.

Na hora da conversa, fique em frente dele(a), fale alto e pausadamente. Comente sobre assuntos atuais, coisas que estão acontecendo com você e no mundo.

Se ele(a) não enxerga bem, evite ver fotos ao seu lado para não lembrá-lo(a) da sua deficiência.

Pergunte se ele(a) gostaria que você lesse algum artigo, alguma poesia, alguma oração.

Quando ele(a) estiver comendo ou bebendo, entenda que suas mãos não têm a mesma destreza e que certos movimentos são difíceis para serem feitos. Ajude-o(a) a comer, cortando os alimentos e não reclame porque algumas migalhas caíram ou porque o copo entornou. Deixe sempre à sua mão um guardanapo de pano.

Fale sobre coisas alegres. Fale alto. Brinque com ele(a). Concorde com suas idéias e não tente convencê-lo(a) de certos princípios, pois isso de nada adiantaria.

A coisa mais preciosa para o idoso é o seu passado. Lá estão suas lembranças: a juventude, o trabalho, os amigos, enfim, sua vida ativa. Essas lembranças são tesouros, razão pela qual são repetidas tantas vezes.

Muitos idosos não têm condições de ter um acompanhante. Quando deparar com eles no ônibus, na rua, no banco, procure ajudá-los(as). Essa ajuda, por mais que demore, jamais será tempo perdido para você.

Ouça suas histórias com paciência e, quando a paciência estiver acabando, peça ajuda a Deus. Mostre interesse em suas conversas e ouça-as com atenção, como se fosse a primeira vez que as estivesse ouvindo, mesmo que já as tenha ouvido várias vezes.

Tenha sempre uma palavra de ânimo, de esperança, de encanto. Procure fazer-lhe companhia naquilo que ele(a) mais gosta de fazer: jogar baralho, tocar um instrumento, tricotar, ver televisão, ouvir música. Elogie seu desempenho.

Os presentes mais valiosos para o idoso(a) são: carinho, atenção, alegria, cuidados e companhia.

Mostre-lhe que ele(a) é necessário para a sua vida e para o mundo. Convença-o(a) que ainda viverá muitos anos e que sua presença é muito importante.

Trate os idosos(as) com muito amor. Divida com eles(as) a sua alegria de viver. A sua recompensa será o sentimento do dever cumprido e a paz de ser um bem-aventurado(a) no reino de Deus.

Quando a visita pede um copo de água, devo levá-lo na bandeja, num pratinho ou na mão? (Ana)

Resposta: Quando receber uma visita não espere a pessoa pedir a água. Deixe preparada, na copa, uma bandeja com uma toalhinha, os copos e uma jarra com água. Logo após estarem acomodadas, traga a bandeja e ofereça a água.

Fico em dúvida quando vou entrar no banco e uma pessoa está saindo. Devo esperar ou entro e seguro a porta para ela passar? (Cristiane)

Resposta: A preferência, não somente nos bancos, mas em qualquer lugar, é de quem está saindo. Portanto, espere a pessoa sair para você entrar.

Envie suas dúvidas para o e-mail glorinha@jcnet.com.br

* Educadora e consultora de etiqueta social e profissional e autora dos livros “Educação e Requinte” e “Com Licença ... preceitos de civilidade e cidadania” www.educacaoerequinte.com.br

Comentários

Comentários