Economia & Negócios

Correio transporta restos mortais

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 2 min

Os serviços dos Correios não se limitam mais ao envio de correspondências e objetos. Neste mês, a empresa passou a oferecer, em todo o País, o transporte de cinzas humanas. E o procedimento é tão simples como remeter uma carta. O envio pode ser feito, inclusive, por Sedex.

O custo do serviço também não difere do valor cobrado por uma postagem normal. O transporte dos restos mortais de uma pessoa de São Paulo para Bauru, por exemplo, por Sedex, sai por menos de R$ 10,00.

Em média, conforme o crematório da Vila Alpina, em São Paulo, um corpo cremado resulta em 100 gramas de cinzas. Segundo a assessoria dos Correios, se esse volume fosse postado como encomenda normal de Bauru para São Paulo, numa urna com peso de 500 gramas, o custo seria de R$ 7,30. No caso de Sedex, o valor alcançaria R$ 9,50.

O preço do serviço é calculado conforme a localidade, peso e tipo de postagem. Entretanto, os Correios não determinam um recipiente específico para transportar esse tipo de material. “Mas é importante atentar para a necessidade do acondicionamento adequado e embalagem segura para garantir a integridade do conteúdo”, ressalta a assessoria.

Em Bauru, os Correios não têm registro de transporte de restos mortais, embora a empresa admita que o serviço já possa ter sido prestado, pois o cliente não precisa declarar o conteúdo do envelope ou recipiente.

O Município não tem serviço especializado na cremação de corpos humanos. O mais próximo é o crematório da Vila Alpina, na Capital, que dispõe de dois fornos crematórios. Diariamente, segundo a assessoria de comunicação da empresa, 15 corpos são cremados e as cinzas são liberadas à família até cinco dias depois do procedimento.

O custo do serviço, de São Paulo para qualquer outra cidade do País, é de R$ 1,1 mil.

Autorização

De acordo com o crematório da Vila Alpina, a cremação pode ocorrer desde que a pessoa morta não tenha manifestado, em vida, discordância do procedimento. É obrigatória a assinatura de dois médicos no atestado de óbito e a autorização tem de ser concedida pelo parente mais próximo.

No caso de morte violenta, é necessário atestado médico assinado por um médico legista, autorização judicial, laudo do Instituto Médico Legal (IML), boletim de ocorrência e uma declaração de um delegado, não se opondo à cremação.

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