Internacional

Tribunal condena dirigente acusado de crimes de guerra a 27 anos de prisão

Folhapress
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Sarajevo - O Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia condenou ontem o ex-presidente do Parlamento dos sérvios da Bósnia Momcilo Krajisnik a 27 anos de prisão, acusado de crimes de guerra e contra a humanidade durante a campanha de “limpeza étnica” na Bósnia.

No entanto, a sentença absolveu Krajisnik das acusações de genocídio e cumplicidade em genocídio. Ele é o réu de mais alto escalão no tribunal desde a morte, em março, do ex-presidente iugoslavo Slobodan Milosevic - que era acusado por crimes de guerra e crimes contra a humanidade nos conflitos da Croácia (1991-1995), Bósnia (1992-1995) e Kosovo (1998-1999).

Krajisnik, que foi o braço direito do líder sérvio-bósnio Radovan Karadzic - foragido da Justiça há mais de dez anos -, era acusado de vários crimes cometidos contra muçulmanos e croatas da Bósnia durante o conflito.

Karadzic está associado ao assassinato, há 11 anos, de 8 mil homens e adolescentes muçulmanos no enclave bósnio de Srebrenica, no que foi considerada a maior atrocidade em território europeu desde o final da Segunda Guerra. Ratko Mladic (também foragido) foi também responsável pelo cerco de Sarajevo, no qual 10 mil pessoas foram mortas.

O Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia foi criado em maio de 1993, a partir da resolução 827, do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Situado em Haia (Holanda), o TPI é o primeiro tribunal que julga crimes de guerra desde os tribunais de Nuremberg (Alemanha) e Tóquio (Japão), responsáveis pelo julgamento dos crimes cometidos na 2.ª Guerra Mundial (1939-1945). Estão sob a jurisdição do TPI os crimes de genocídio, de guerra e contra a humanidade ocorridos no território da ex-Iugoslávia, desde 1 de janeiro de 1991.

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